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Do rap às sonoridades amazônicas: artistas acreanos brilham em noite de celebração em Belém

Por Cris Menezes 29/08/2025 13:16 Atualizado em 29/08/2025 13:16
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Kaemizê foi premiado como melhor artista de música urbana e Manoelzinho do Acre recebeu troféu na categoria de sonoridades amazônicas — Foto: Reprodução/Sebrae

Dois representantes do Acre conquistaram destaque na edição 2025 do Prêmio Sebrae Amazônia de Música, realizada na última terça-feira (26), no tradicional Theatro da Paz, em Belém (PA). O rapper Kaemizê venceu a categoria Melhor Artista de Música Urbana, enquanto Manoelzinho do Acre levou o troféu de Melhor Lançamento de Sonoridades Amazônicas.

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A premiação reuniu músicos, produtores e agentes culturais dos nove estados da Amazônia Legal. Ao todo, 229 obras foram inscritas, avaliadas por uma curadoria especializada. Desses trabalhos, 87 artistas chegaram à final, competindo em 28 categorias, cada uma com três indicados.

O Acre ainda contou com a cantora Duda Modesto entre os finalistas da categoria Melhor Música de MPB, com a canção Eu Também Sou do Acre.

Voz das periferias

Natural de Cruzeiro do Sul, Kaemizê celebrou o reconhecimento ao afirmar que o rap produzido no Acre reflete as experiências locais, mas dialoga com outras realidades do Brasil.

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“O rap do Acre tem nossa cara, nosso sotaque e nossas vivências, mas fala de lutas e sonhos que todo mundo entende. Isso cria conexão com outras quebradas do Brasil, fazendo com que o rap daqui consiga tocar alguém do outro lado do país”, destacou.

Para o artista, o prêmio representa mais que um título: é a confirmação de que sua música ganha espaço em circuitos culturais mais amplos.

“É uma conquista coletiva. Resultado de lutas e dificuldades, mas também um sinal de que estamos no caminho certo, levando a mensagem da nossa terra e da nossa cultura para o mundo”, frisou.

Três décadas de trajetória

Na categoria Melhor Lançamento de Sonoridades Amazônicas, o grande vencedor foi Manoelzinho do Acre, que concorria com artistas do Maranhão e do Mato Grosso. Licenciado em Música pela Universidade de Brasília (UnB), com mais de 30 anos de carreira e mais de 100 composições autorais, o músico celebrou o prêmio como um marco em sua trajetória.

Sua canção Vem pra Amazônia foi gravada em duas etapas: a voz-guia em Cruzeiro do Sul e a produção, mixagem e masterização na Paraíba.

“Essa música inaugura um novo ciclo na minha carreira. Desde 2018, venho compondo para enaltecer a Amazônia, em especial o Acre, buscando criar uma identidade musical que valorize nosso pertencimento”, explicou.

Para ele, o prêmio é uma espécie de “Oscar da Música Amazônica” e fortalece sua missão de traduzir, em versos e melodias, o cotidiano do povo acreano.

Reconhecimento coletivo

Além da avaliação técnica, a edição de 2025 abriu espaço para a votação popular, realizada entre 14 e 25 de agosto, que registrou mais de 1,5 mil participações na escolha do Artista Revelação.

A noite também prestou homenagem à cantora paraense Joelma, celebrando seus 30 anos de carreira. Sucessos da artista ganharam novas versões interpretadas por músicos amazônidas, entre eles Manoelzinho do Acre, que levantou o público com Isso é Calypso.

Organizado pelo Sebrae, com apoio de parcerias e leis de incentivo à cultura, o evento reforçou a diversidade e a força da produção musical da Amazônia Legal, reunindo talentos de toda a região em uma celebração de pertencimento e identidade cultural.

Com informações G1/AC

 

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