O influenciador digital Hytalo Santos voltou a ser alvo da Justiça. Menos de 24 horas após um primeiro mandado de busca e apreensão, um novo pedido foi expedido, desta vez incluindo também o marido dele, Israel Natan Vicente, conhecido como Euro. A decisão foi tomada pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara Mista de Bayeux, que também atua na Vara da Infância e Juventude.
O primeiro mandado havia sido assinado pelo juiz Adhailton Lacet Correia Porto, da Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, atendendo a um pedido do Ministério Público estadual (MPPB). Ele determinou a apreensão de celulares, computadores, câmeras, HDs e outros equipamentos usados para gravar, editar ou divulgar conteúdos nas redes sociais.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Hytalo SantosReprodução: Redes Sociais Hytalo Santos e Israel Natan Vicente/EuroFoto: Reprodução/Instagram @hytalosantos Hytalo SantosReprodução: Redes Sociais Ex-funcionárias e seguranças denunciam condições de trabalho na mansão de Hytalo SantosReprodução: Instagram @hytalosantos Felca e Hytalo SantosReprodução YouTube Felca e Instagram Hytalo Santos/ montagem
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Além disso, a Justiça ordenou a suspensão imediata de todas as contas de Hytalo em plataformas como Instagram, TikTok, YouTube e Facebook, e proibiu qualquer contato do influenciador com crianças ou adolescentes mencionados no inquérito. Os equipamentos apreendidos passarão por perícia, e as empresas de tecnologia foram notificadas para remover preventivamente postagens envolvendo menores de idade.
Segundo o Ministério Público, as investigações indicam que Hytalo explorava a imagem de crianças e adolescentes para gerar engajamento e lucro, expondo-os a situações de vulnerabilidade, com insinuações sexuais e acesso a conteúdo impróprio. As denúncias ganharam repercussão no início de agosto, após o youtuber Felca publicar um vídeo acusando o influenciador de “adultizar” menores, ou seja, impor comportamentos e estéticas de adultos a crianças e adolescentes. Entre os casos citados estavam danças sensuais, conversas de cunho íntimo e festas com bebidas alcoólicas.
A nova decisão do juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa amplia as buscas para imóveis, quartos de hotéis, motéis e outros locais de hospedagem onde os investigados possam ter permanecido. As autoridades estão autorizadas a recolher eletrônicos, documentos bancários, contratos, agendas, anotações e até valores em dinheiro encontrados, até o limite de R$ 10 mil.