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EUA prendem novamente salvadorenho que foi deportado por engano

Por Metrópoles 25/08/2025 10:27
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Kilmar Ábrego García, salvadorenho que foi deportado dos Estados Unidos por engano, foi preso novamente nesta segunda-feira (25/8) pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).

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O homem foi mandado por engano para uma prisão em El Salvador e depois o governo Trump o resgatou para ser julgado sobre o caso que culminou na sua expulsão do país. Kilmar é suspeito de integrar uma gangue no país natal.

“As autoridades policiais do ICE prenderam Kilmar Abrego Garcia e estão processando-o para deportação. O presidente Trump não permitirá que esse imigrante ilegal, membro da gangue MS-13, traficante de pessoas, abusador doméstico em série e predador de crianças, aterrorize cidadãos americanos”, declarou a secretária Departamento de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, na rede social X.

A deportação do salvadorenho de 30 anos foi alvo de diversas discussões nas redes e ganhou uma ampla repercussão no que diz respeito às críticas à política imigratória de Trump. O assunto também ganhou destaque após a eleição do papa Leão XIV, que havia atacado a atitude dos EUA, fazendo um apelo em defesa dos imigrantes.

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Kilmar estava sob custódia em Nashville, no estado do Tennessee, aguardando o julgamento pela acusação de cometer tráfico de pessoas e por ser ser membro da gangue de rua MS-13 de El Salvador. Nesta segunda, ele foi detido assim que entrou no escritório do ICE.

“Perguntamos ao agente do ICE qual era o motivo de sua detenção, mas ele não respondeu”, disse o advogado Simon Sandoval-Moshenberg.

Entenda a deportação de Kilmar García

Após investigações, a Justiça norte-americana notificou os advogados de Kilmas, informando que ele poderia ser deportado para Uganda, e ordenou que ele se apresentasse ao escritório em Maryland.

Declaração de culpa

A notificação veio após o salvadorenho rejeitar um acordo judicial para ser deportado para a Costa Rica. O trato exigia que ele se declarasse culpado de acusações de tráfico de pessoas e permanecesse na prisão. No processo, os advogados dele acusaram o governo federal de tentar forçá-lo a aceitar uma declaração de culpa.

Agora, os advogados  pedem ao tribunal que impeça o governo de remover Kilmar para Uganda, na África, sem primeiro tentar removê-lo para a Costa Rica. Eles pedem para que Kilmar passe por uma entrevista antes de ser deportado.

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