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Fim do foro: esquerda aposta que Motta pautou PEC para ser derrotada

Por Metrópoles 27/08/2025 04:28
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Pegos de supresa com a decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB) de pautar a PEC do fim do foro privilegiado no plenário, deputados de esquerda viram o movimento do presidente da Câmara como uma jogada política.

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A percepção entre lideranças de esquerda é que Motta pretende levar a proposta à votação com um único objetivo: derrotar o texto e enterrar o assunto, que não tem consenso sequer entre os partidos de centro da Casa.

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Hugo Motta

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Breno Esaki/Metrópoles2 de 3

O presidente da Câmara, Hugo Motta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto3 de 3

O presidente da Câmara, Hugo Motta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O expediente não seria novidade. Em 2021, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), levou a plenário a PEC que instituía o voto impresso no Brasil. Com a Casa dividida, a proposta acabou rejeitada.

Por se tratar de uma PEC, o texto precisa de 308 votos para ser aprovado  — uma maioria difícil de ser atingida sem apoio amplo de partidos de centro. No caso da PEC do voto impresso, o texto conseguiu apenas 219 votos.

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Plano paralelo

Além da PEC do fim do foro, Motta incluiu na pauta do plenário a PEC das Prerrogativas, apontada nos bastidores como alternativa para reforçar a proteção dos deputados diante das investidas do Supremo Tribunal Federal.

Apesar de contar com apoio majoritário na Câmara, a proposta ainda não tem um texto fechado. O relator, deputado Lafayette Andrada (Republicanos-MG), segue em conversas com as bancadas para tentar costurar um consenso.

Diate da falta de um texto, lideranças de esquerda projetam que a votação da PEC das Prerrogativas deve ser adiada. Já bolsonaristas apostam que a proposta será votada no plenário da Câmara já na quarta-feira (27/8).

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