Em um vídeo publicado em seu perfil, Efepê afirmou que apenas retratou a realidade da comunidade onde vive, negando qualquer relação com a criminalidade. “Não faz parte de apologia ao crime. Sou artista, trabalho com a música. A música já existia, era da Tropa de Elite do Morro do Papouco, eu só substituí. Não fiz nada contra a polícia, nem contra o Estado, nem contra ninguém, apenas cantei uma música que já existia. Sou artista, não bandido”, declarou.
A polêmica teve início após o MC publicar uma versão adaptada da música “Morro do Dendê”, um clássico do funk carioca. Na nova letra, ele cita o bairro Papouco — conhecido por seus altos índices de criminalidade e vulnerabilidade social —, o que gerou críticas de que o artista estaria glamurizando a violência.
O clipe foi gravado em frente ao Cristo Redentor, um dos pontos mais conhecidos da capital acreana, e rapidamente se espalhou nas redes, acumulando milhares de visualizações e comentários divididos entre apoio e condenação.
MC Efepê já esteve no centro de outras controvérsias por conta de composições que, segundo críticos, exaltariam o crime organizado. O artista, no entanto, defende que sua música é uma expressão da realidade das periferias e serve como um meio de dar voz a vivências muitas vezes ignoradas.
“Não estou incentivando ninguém a cometer crime. Estou mostrando o que a gente vive, o que muitos fingem não ver. É arte, é realidade”, completou.
A discussão reacende o debate sobre os limites entre arte, realidade social e responsabilidade pública, especialmente em contextos de exclusão e violência urbana.