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SENA MADUREIRA

Viver Ciência 2025 movimenta Sena Madureira com tecnologia, cultura e conhecimento; confira detalhes

Por Marcos Henrique 22/08/2025 08:58 Atualizado em 22/08/2025 12:06
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Foto: Reprodução redes sociais.

A Escola Dom Júlio Mattioli foi palco, nesta semana, de um dos maiores eventos educacionais do município: o Viver Ciência 2025. A feira científica reuniu milhares de visitantes e contou com a participação de sete escolas estaduais de Sena Madureira, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da Educação Especial.

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Foram ao todo 15 ambientes temáticos distribuídos em 11 salas de aula, quadra poliesportiva, laboratório de informática, sala de Educação Especial, pátio e espaços externos. Cada um deles trouxe experiências interativas, apresentações culturais e projetos voltados para ciência, tecnologia, história e cultura amazônica.

Novidades da edição 2025

Foto: Marcos

Uma das principais novidades deste ano foi a praça de alimentação, que serviu como ponto de encontro e descanso para visitantes, mas também abriu espaço para o empreendedorismo estudantil. Muitos alunos aproveitaram para arrecadar recursos para suas turmas e até mesmo ganhos individuais.

O exemplo mais marcante foi dos estudantes Laryssa, Júlia, Ísis e Wesley, que alugaram um carrinho de picolé especialmente para o evento. O resultado foi um sucesso: eles conseguiram vender todo o estoque e se destacaram pela iniciativa.

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Estudantes da Escola Dom Júlio Mattioli Laryssa, Júlia, Ísis e Wesley.

O gesto mostrou que o Viver Ciência vai além da sala de aula, incentivando também o protagonismo juvenil e o desenvolvimento de habilidades empreendedoras.

Outro destaque foi o retorno do planetário, que havia ficado de fora da programação em 2024. Instalado na quadra poliesportiva, o espaço recebeu longas filas de visitantes e trouxe uma experiência imersiva para crianças, jovens e adultos. Muitos puderam ter o primeiro contato com o universo de forma tão realista, observando estrelas, planetas e constelações projetados em 360 graus.

Planetário esteve presente com objetivo de trazer conhecimento por meio dos astros. Foto: Marcos

Temáticas das escolas

Cada escola participante abordou um subtema diferente, sempre relacionado às águas, à floresta ou à cultura amazônica:

Foto: Marcos

Além das escolas estaduais, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresentou a sala temática Raízes e rios: tradições e lendas que fluem na cultura amazônica. O espaço chamou atenção pela presença de uma estátua do boto cor-de-rosa, personagem central de muitas lendas amazônicas.

A Educação Especial também teve destaque, com um ambiente pensado para inclusão, garantindo acessibilidade e interação para todos os visitantes.

Exposições interativas e ciência aplicada

Alunas da escola Fontenelle de Castro fizeram uma breve explicação da importância de manter os rios preservados e limpos.

A Escola Fontenelle de Castro levou os visitantes a conhecerem os principais rios do Acre, como o Purus, Iaco e Caeté. As apresentações mostraram a importância dos rios para a economia e para a cultura local.

Escola Raimundo Magalhães / Foto: Marcos

A Escola Raimundo Magalhães concentrou seus esforços em mostrar como a água potável chega até as casas. Por meio de cartazes, experimentos e explicações, os estudantes reforçaram a necessidade de preservação e uso consciente da água.

Escola Assis Vasconcelos / Foto: Marcos

Já a Escola Assis Vasconcelos surpreendeu com cenários e sons ambientes que reproduziam os fenômenos naturais. O encontro das águas do Rio Negro e Solimões foi explicado de forma detalhada pelos alunos, com apoio de maquetes e recursos audiovisuais. “A diferença de temperatura e densidade impede a mistura imediata, criando o fenômeno. Um rio é mais quente e escuro, o outro é barrento e frio. Juntos, formam o espetáculo do encontro das águas”, explicou um estudante.

A sala contou com a presença de diversos alunos devido os desafios dos jogos interativos e disputa entre alunos / Foto: Marcos

O Núcleo de Matemática e Ciências Aplicadas desafiou os visitantes com dinâmicas de raciocínio, quebra-cabeças e jogos interativos, estimulando o aprendizado de forma lúdica.

Sala referente ao NTE / Foto: Marcos

O Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) chamou atenção pelas palestras sobre segurança digital. Professores e alunos puderam experimentar recursos tecnológicos aplicados ao ensino, representantes alertaram sobre riscos cada vez mais comuns, como cyberbullying, roubo de senhas, crimes de aliciamento online e o uso da inteligência artificial em golpes.

“Nosso papel é mostrar que a tecnologia pode ser uma aliada da aprendizagem, mas também orientar para o uso seguro e consciente. Muitas vezes, os jovens não percebem o perigo, e é fundamental ensinar como se proteger nesse ambiente virtual”, destacaram.

A voz da organização

Professora de Biologia Regiane uma das vozes de organização da sala temática da escola Dom Júlio Mattioli / Foto: Reprodução

A professora Regiane, da Escola Dom Júlio Mattioli, celebrou o sucesso da edição e destacou a dedicação de todos os envolvidos:

“É um enorme prazer poder receber a comunidade de Sena Madureira no Viver Ciência 2025. Este ano tivemos novidades como a praça de alimentação e o retorno do planetário. Nossa escola preparou uma sala sobre a influência dos astros nas águas, com carinho e cientificidade, para mostrar aos visitantes como os astros interferem nesse fenômeno. Agradeço aos alunos, professores e toda a comunidade pelo empenho e pela presença.”

Cultura e folclore

Thaemily explicou a origem da lenda e historia de Naiá. Foto: Marcos.

O evento não se restringiu apenas à ciência. A cultura também esteve fortemente presente.

Um dos momentos mais emocionantes foi a encenação da lenda da Vitória-Régia, realizada pelos alunos do Dom Júlio Mattioli. A estudante Thaemily se caracterizou como Naiá, a jovem indígena que, segundo a lenda, se transformou na planta aquática ao tentar alcançar a lua.

Momento da apresentação / Foto: Marcos.

Além disso, o grupo de capoeira da cidade apresentou parte de seus aprendizados e técnicas. A roda formada no pátio da escola empolgou os visitantes e aproximou ainda mais a comunidade da programação cultural do evento.

Presenças ilustres

Foto: Reprodução/ entrevista.

O frei Moisés Valério Maria Esteves esteve presente e deixou um recado especial. Para ele, o Viver Ciência é um espaço que fortalece a comunidade e aproxima saberes:

“O Viver Ciência é esperança, alegria e sonhos. A igreja também apoia o conhecimento, porque ele constrói a sociedade. A guerra só se vence com educação e paz, e eventos como este incentivam nossos jovens a crescer na esperança e na caridade. Essa feira mostra que o saber científico e o saber popular caminham juntos e que a educação é capaz de transformar realidades.”

Foto: Reprodução / Entrevista.

O prefeito Gerlen Diniz também marcou presença, a convite de alunos, e destacou o entusiasmo dos estudantes. Ele percorreu vários ambientes e demonstrou admiração pelo empenho das escolas:

“Gostei de todas as apresentações, mas o que mais me chamou atenção foi o interesse dos jovens. Geralmente o jovem não liga muito, mas aqui vimos filas para assistir às apresentações. Isso mostra o sucesso do evento. Nota 10 para todos. Aos estudantes, deixo uma mensagem: o futuro está em suas mãos. Se dediquem e acreditem, vocês podem ser o que quiserem. Podem sonhar alto, porque com dedicação e estudo tudo é possível.”

O prefeito também ressaltou a importância da união entre poder público e escolas, afirmando que a prefeitura continuará apoiando iniciativas educacionais que despertem talentos e abram portas para os jovens do município.

Encerramento

Com grande participação popular, o Viver Ciência 2025 consolidou-se como um espaço de aprendizado, inovação e integração entre escolas, comunidade e autoridades.

Mais do que uma feira escolar, o evento foi um verdadeiro encontro entre ciência, cultura, tecnologia e tradição amazônica. Em cada sala e apresentação, ficou evidente que a educação é o caminho para inspirar jovens, valorizar saberes locais e transformar a sociedade.

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