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Bolsonaro, Moraes e a tática de criar um vilão

Por Metrópoles 14/09/2025 06:27
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O foco do ex-presidente Jair Bolsonaro em Alexandre de Moraes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), é claramente a expressão de um método político que Bolsonaro utiliza desde o início de seu mandato: o de provocar e desafiar.

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Essa é uma estratégia que visa transformar o ministro em um vilão aos olhos de sua base de apoiadores, solidificando um “inimigo” externo para justificar suas ações, se colocar como vítima e manter a militância engajada.

A premissa do método é simples: ao provocar o Judiciário, Bolsonaro consegue uma reação que, por sua vez, pode ser apresentada como um ato de perseguição política.

Essa tática foi observada em momentos-chave, como na crítica pública a decisões de Moraes sobre inquéritos de fake news e manifestações antidemocráticas.

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A cada embate, a figura do ministro é apresentada à base de apoiadores como um agente que busca cercear a liberdade de expressão e a democracia, e não como mais um ministro colocado ali em prol da Constituição.

João Bosco Rabello, em sua análise, destaca que essa não é uma estratégia de defesa reativa, mas sim um pilar da governança de Bolsonaro. O jornalista aponta que o bolsonarismo, como movimento, precisa de um inimigo para se nutrir.

Essa estratégia de deslegitimação é crucial, pois permite que a narrativa de vitimização de Bolsonaro seja mantida.

Mesmo em face de investigações e votos desfavoráveis, como o que o descreveu como líder de uma organização criminosa, o clã pode insistir na tese de “perseguição” e não de responsabilidade.

Ao desqualificar a atuação de Moraes, os apoiadores criam uma bolha de realidade que reforça a ideia de que o Judiciário age por viés político e não com base na lei, minando a confiança nas instituições democráticas.

Em suma, a atenção de Bolsonaro em relação a Moraes é na verdade um método para criar um antagonismo político e se colocar como um perseguido. É tentar ter uma vacina eterna contra a responsabilização pelos seus atos e de seu clã na busca sedenta pelo poder.

O Brasil precisa fechar esse capítulo da história. E ao clã: superem.

Confira:

 

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