Início / Versão completa
Geral

Câncer que antes era raro tem aparecido mais entre jovens. Saiba qual

Por Metrópoles 15/09/2025 10:27
Publicidade

O câncer de apêndice é considerado um tumor raro, mas tem aparecido com maior frequência em consultórios de todo o mundo. Até recentemente, a doença era desconhecida para a maioria das pessoas, inclusive médicos. Quando identificada, a condição quase sempre era diagnosticada em idosos.

Publicidade

Contudo, o câncer de apêndice tem sido diagnosticado cada vez mais entre os jovens. A doença tem afetado pessoas de 40, 30 anos e até mais jovens. Um estudo publicado no Annals of Internal Medicine, em junho, mostrou que a incidência deste tipo de tumor triplicou para nascidos após 1980 e quadruplicou para nascidos após 1985 em comparação com a incidência observada até então em nascidos em 1945.

Leia também

Embora o estudo indique o aumento, ele não aponta uma causa provável. Os dados mostram incidências elevadas em diferentes tipos de cânceres gástricos nos últimos anos. No caso do de apêndice, a mudança de cenário e de incidência dos casos em um grupo pouco provável deixou os especialistas confusos.

“Os números gerais ainda são pequenos, pois o câncer de apêndice afeta poucas pessoas por milhão. Mas agora quase um a cada três casos ocorre em adultos com menos de 50 anos”, destaca um dos autores da pesquisa, o professor de ciências biomédicas Justin Stebbing, da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, em artigo publicado no The Conversation.

O que é o apêndice?

Como ocorre o câncer de apêndice?

A função do apêndice, pequena bolsa em forma de dedo que se conecta ao intestino grosso, ainda é debatida. O órgão é mais conhecido por causar apendicite, inflamação que exige cirurgia.

O câncer de apêndice é dividido em diferentes tipos, o mais comum é o tumor neuroendócrino (comumente chamado de tumor carcinóide). A incidência ainda é baixa globalmente, registrando de 0,2 a 0,5 casos para cada 100 mil habitantes.

“Por seu caráter indolente, é comum a doença evoluir sem ser diagnosticada. Porém, é importante que, na persistência de sintomas abdominais, o paciente investigue a possibilidade de câncer, não apenas de apendicite, para que a doença seja descoberta antes que evolua para uma forma mais avançada”, destaca o médico Rodrigo Nascimento Pinheiro, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e titular do Hospital de Base, de Brasília.

A doença não costuma apresentar sintomas nos estágios iniciais. Quando aparecem, o paciente pode ter dor na região do estômago ou pélvis, inchaço ou líquido no abdômen, sinais inespecíficos que acabam sendo confundidos com outras condições.

O diagnóstico do câncer é feito a partir de biópsia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassom. O principal tratamento é a cirurgia oncológica.

Os fumantes têm maior probabilidade de desenvolver câncer de apêndice em comparação aos não praticantes do tabagismo. Outro fator de risco é o histórico familiar, o que inclui casos do tumor na família ou de algumas síndromes genéticas.

Pessoas com condições médicas, como gastrite atrófica ou anemia perniciosa — que afetam a capacidade do estômago de produzir ácido — também estão sob maior risco.

Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.