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“Careca do INSS” depõe em CPMI nesta quinta (25)

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“Careca do INSS” depõe em CPMI nesta quinta (25)

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, compareceu à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) nesta quinta-feira (25/9) em Brasília. Preso desde 12 de setembro, ele é investigado como um dos principais responsáveis por um esquema de fraudes em benefícios do INSS, que desviou milhões de aposentados e pensionistas.

Antunes havia sido convocado para depor em 15 de setembro, mas conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de não ser obrigado a comparecer. Por isso, sua participação na comissão foi voluntária.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Antonio Carlos Camilo AntunesReprodução Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)Reprodução: Agência Brasil CPMI do INSS – Internet Reprodução Antonio Carlos Camilo Nunes ficou conhecido como o “careca do INSS”Reprodução / YouTube

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No início do depoimento, ele negou as acusações e disse que as denúncias eram “calúnias”: “Sempre acreditei que a verdade, sustentada em fatos e documentos, seria o suficiente para afastar a mentira, a inveja e a calúnia que vem sendo disseminadas desde o início dessa investigação”, afirmou.

O depoimento começou com confusão, o deputado Zé Trovão (PL) se levantou e confrontou o advogado de Antunes, levando à suspensão momentânea da sessão. O lobista chegou a ameaçar sair, mas a sessão foi retomada. Durante o depoimento, ele optou por não responder às perguntas do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União), usando o direito de permanecer em silêncio, previsto na Constituição.

Como funcionava o esquema
Antunes é acusado de ser dono de call centers que recrutavam pessoas para associações de aposentados, cobrando até 27,5% dos valores de novos filiados. Ele também é investigado por suspeita de corromper ex-diretores e o ex-procurador-geral do INSS, por meio de pagamentos e até transferências de veículos de luxo para parentes dessas autoridades.

A Polícia Federal investiga se Antunes também lavou dinheiro por meio de movimentações milionárias no Brasil e no exterior. Segundo as apurações, ele tinha procuração de pelo menos oito associações para agir em nome delas.

Para aplicar os descontos nos aposentados, as associações precisavam de acordos assinados pelos diretores de benefícios do INSS. O lobista usava sua influência para garantir que esses documentos fossem assinados e mantidos, mesmo diante de questionamentos.

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