A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pediu, nesta quinta-feira (4/9), que Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, fosse intimado para depor no colegiado. Ele já tinha sido convocado, mas não respondeu aos contatos feitos pela Comissão. O Careca do INSS é apontado como operador central do esquema que fraudou cerca de R$ 6,3 bilhões em descontos associativos nos benefícios dos aposentados do instituto.
Na mesma sessão, os parlamentares da CPMI pediram, também, a quebra de informações do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical (Sindnapi). O vice-presidente do sindicato é José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O objetivo da quebra de informações é saber se Frei Chico está envolvido nas fraudes do INSS. Ele e o Careca do INSS tiveram prisões preventivas e quebra de sigilos bancários solicitadas pela CPMI.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), justificou os pedidos de prisão preventiva como “necessidade diante da possibilidade de fuga dessas pessoas do Brasil”, disse.
Na próxima terça-feira (9/9), CPMI vai ouvir o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT). Na quinta-feira (11/9), será a vez do ex-ministro da Previdência durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), José Carlos Oliveira, prestar esclarecimentos aos parlamentares da comissão.