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Coreia do Sul envia diplomatas aos EUA após detenção em massa

Por Metrópoles 06/09/2025 16:27
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Após uma reunião de emergência neste sábado (6/9), o governo da Coreia do Sul acionou a diplomacia e enviou representantes à Geórgia, nos Estados Unidos. A medida é uma reação direta à detenção em massa de 475 trabalhadores imigrantes – a maioria cidadãos sul-coreanos – em uma fábrica de baterias de automóveis da Hyundai, ocorrida na quinta-feira (4/9).

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A operação, realizada pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), foi a maior da história do Departamento de Segurança Interna norte-americano, em número de detidos de uma só vez.

O presidente do país, Lee Jae-myung (imagem em destaque), determinou que “todos os esforços” sejam feitos para responder rapidamente às detenções. O ministro das Relações Exteriores, Cho Hyun, informou que uma força-tarefa foi montada e que ele está preparado para viajar até Washington D.C. para reuniões com autoridades norte-americanas, se necessário.

Através de um porta-voz, o Ministério das Relações Exteriores ainda criticou a ação americana.

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“As atividades econômicas de nossas empresas que investem nos Estados Unidos e os interesses de nossos cidadãos não devem ser violados injustamente no decorrer da aplicação da lei americana”, disse Lee Jae-woong.

A Casa Branca, por sua vez defendeu a operação, descartando preocupações de que o ataque pudesse desencorajar investimentos estrangeiros. “Eles eram imigrantes ilegais e o ICE [Serviço de Imigração e Alfândega] estava apenas fazendo seu trabalho”, disse o presidente Donald Trump após as batidas na sexta-feira.

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Um vídeo divulgado por autoridades do ICE mostrou trabalhadores asiáticos algemados em frente a um prédio, alguns usando coletes amarelos com nomes como “Hyundai” e “LG CNS”. Veja:

“Pessoas com vistos de curta duração ou recreativos não estão autorizadas a trabalhar nos EUA”, disse o ICE, acrescentando que a operação era necessária para proteger empregos americanos.

A operação faz parte da campanha de Trump contra a imigração ilegal, iniciada em janeiro, e aumenta a tensão entre Washington e Seul, que também divergem sobre um acordo comercial envolvendo US$350 bilhões (cerca de R$ 1,89 trilhão) em investimentos sul-coreanos nos EUA.

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