Uma fala do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, gerou forte polêmica entre os políticos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No sábado (13/9), Valdemar reconheceu que Bolsonaro, e os demais condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na trama golpista, articulou, sim, contra o Estado Democrático de Direito.
“Houve planejamento de golpe”, afirmou Valdemar. Em seguida, o presidente do partido de Bolsonaro ponderou e acrescentou: “O Supremo só está fazendo isso porque tem apoio do governo” Lula, “nunca teve o golpe efetivamente”, disse.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente do PLFoto: Beto Barata Valdemar Costa Neto – Internet Reprodução Valdemar Costa Neto – Internet Reprodução
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Os aliados mais próximos de Bolsonaro, então, rebateram nas redes sociais as falas de Valdemar. O ex-ministro e advogado do ex-presidente, Fábio Wajngarten, clamou por atitude dos integrantes do PL contra Valdemar.
“Não é possível mais ouvirmos e nos calarmos. Chega,” bradou.
Já o deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles, insinuou que a atitude de Valdemar já era esperada.
“Não foi por falta de aviso”, falou.
O jornalista e parceiro de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, Paulo Figueiredo, também fez insinuações sobre Valdemar. Para ele, o presidente do PL contribuiu para o fracasso de Bolsonaro na Justiça.
“Como eu digo: não estamos nesta m*** de dar gosto à toa”, postou.
As afirmações de Valdemar Costa Neto foram feitas durante um evento em Itu (SP). No local estavam presentes, ainda, os governadores de Goiás, Ronado Caiado (União), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Os três são cotados como alternativas a Bolsonaro na disputa pela Presidência da República em 2026, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).