O senador Flávio Bolsonaro comentou nesta terça-feira (16/9), em entrevista coletiva na frente do hospital DF Star, em Brasília, sobre a condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, a 27 anos e três meses de prisão, por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e mais 5 crimes. Segundo o político, o ex-presidente “não fez nada de errado” e que tais crimes foram um “grande teatro” armado pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Sabe, pegar um cara que não fez nada de errado, um cara correto, honesto, e tratar desse jeito como se fosse marginal. Só os crimes que ele foi condenado agora, foi um grande teatro que Alexandre Moraes armou para cima dele, inventando crime, distorcendo a legislação. Então, acho que agora é um momento que o Congresso tem de, pelo menos, recuperar um pouquinho a sua imagem, se é que está disposto a isso, fazer aquilo que a Constituição disse, a competência exclusiva do Congresso, de aprovar a anistia e vamos ver como é que vai ser a definição de relatoria, de texto. O fato é que eu estou muito confiante que a gente precisa virar essa página da nossa história e aprovar a anistia sim, porque o Bolsonaro merece ter de volta tudo aquilo que Alexandre Moraes interferiu para tomá-lo, inclusive desequilibrando a eleição em 2022”, apontou.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Flávio Bolsonaro deu entrevista em primeira mão à CNN Brasil na noite desta segunda-feira (4/8)Reprodução: YouTube/CNN Brasil Flávio BolsonaroFoto: Portal LeoDias Flávio Bolsonaro pede impeachment de Moraes e acusa ministro de “censura política”Reprodução/Portal LeoDias Em coletiva da oposição, senador defende medidas para “virar a página” e rebate acusações de descumprir decisão judicialReprodução/ Instagram @flaviobolsonaro
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O senador ainda criticou o ministro Cristiano Zanin pela atuação durante o julgamento: “Eu fico lembrando o Zanin quando advogada pro Lula argumentando uma ou duas nulidades, a questão do foro, a questão da suspensão do juiz que o julgou, e o Zanin podia escolher mais de dez nulidades aí, pra honrar pelo menos a história dele como advogado, mas sentou na cadeira de ministro, parece que está ali a serviço do Lula”, disse.
Flávio justificou o pedido de anistia para os envolvidos no 8 de janeiro alegando que “não estão respondendo pelo crime correto, ninguém ali, todo mundo sabe que é um crime impossível, não tinha a menor possibilidade real de ter golpe de nada, tentativa de golpe de nada”.