Nesta semana, a humorista com mais de 5 milhões de seguidores em uma rede social, Bruna Lohaine, fez um desabafo emocionante sobre sua gestação de gêmeos. Um dos bebês está se desenvolvendo perfeitamente, mas o outro, é menor que o irmão e corre risco. “Lutando para sobreviver”, explicou a obstetra dela. Para entender quando o tamanho de gêmeos é um sinal preocupante, a reportagem do portal LeoDias conversou com o ginecologista e obstetra especializado em reprodução assistida, Dr. Vinicius Bassega.
O especialista explicou quando se preocupar com o tamanho dos bebês na barriga. “Infelizmente, existem situações em que, mesmo em fase inicial de uma gestação gemelar – como é o caso da influenciadora –, os embriões já podem apresentar uma diferença notável em seu tamanho. Isso é preocupante porque estudos nos mostram que alguns sinais identificados na ultrassonografia podem indicar uma maior probabilidade de que a gestação não evolua da forma mais esperada.”
Veja as fotosAbrir em tela cheia Bruna Lohaine grávida de gêmeos e passando por ultrassomReprodução Instagram Bruna Lohaine Bruna Lohaine grávida de gêmeos e mostrando o tamanho dos seus bebês na barrigaReprodução Instagram Bruna Lohaine Bruna Lohaine grávida de gêmeosReprodução Instagram Bruna Lohaine/ montagem
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Aqui vale mencionar alguns indicadores, como o Comprimento Cabeça-Nádega (CCN) abaixo do esperado: se o tamanho do embrião está aquém do que seria normal para a idade gestacional; Saco Gestacional Menor: o saco que envolve o embrião e contém o líquido amniótico está menor do que deveria; Frequência Cardíaca Fetal Reduzida: os batimentos cardíacos do embrião estão mais lentos para aquela fase; Aumento da Vesícula Vitelínica: esta é uma estrutura dentro do saco gestacional que nutre o embrião nas fases muito iniciais. Um aumento significativo de seu tamanho pode ser um sinal de alerta.
Vale citar que os corações dos filhos da criadora de conteúdo estão batendo forte e de forma saudável. “Todas essas alterações, embora não sejam uma sentença definitiva de que a gestação não terá um desfecho favorável, são sinais de alerta importantes. Elas sugerem a necessidade de um acompanhamento médico ainda mais rigoroso e frequente”, afirmou.
Próximos passos
Para gestantes que passaram por um tratamento de fertilização in vitro (FIV), como Bruna, a conduta inicial é : manter as medicações prescritas, sendo fundamental que a paciente continue utilizando todas as medicações hormonais e de suporte que fazem parte do protocolo da FIV. Elas são essenciais para manter um ambiente uterino favorável à evolução da gestação.
Acompanhamento Ultrassonográfico Seriado: o monitoramento contínuo através de ultrassonografias repetidas é crucial. Isso permite observar a evolução do desenvolvimento dos embriões e como a gestação se comporta ao longo das semanas, auxiliando a equipe médica a tomar decisões informadas.
Causas
Segundo o médico, as causas para esse desequilíbrio podem ser multifatoriais e nem sempre são fáceis de determinar individualmente.
Alterações Cromossômicas: Aproximadamente 50% dos casos de não evolução gestacional (abortamento) no primeiro trimestre estão relacionados as alterações cromossômicas no próprio embrião. Ou seja, o embrião não é geneticamente viável para se desenvolver plenamente.
Qualidade dos Gametas: A competência e a integridade do DNA dos gametas (óvulos e espermatozoides) que formaram o embrião são cruciais. Gametas de baixa qualidade podem resultar em embriões com menor capacidade de se desenvolver após a implantação.
Fatores Ambientais: Interferências externas, como a dieta ou a exposição a certas toxinas, podem afetar a capacidade do embrião de manter seu desenvolvimento.
Condições de Saúde Maternas: Algumas doenças pré-existentes na gestante, como diabetes (especialmente quando descontrolada), disfunções da tireoide ou certas doenças autoimunes, podem influenciar negativamente o desenvolvimento embrionário, podendo levar a um atraso ou até mesmo à perda gestacional.
“É importante ressaltar que esse tipo de atraso no desenvolvimento fetal pode ocorrer tanto em gestações únicas quanto em gestações múltiplas, como no caso de gêmeos”, continuou.
Caso o problema seja genético, o profissional da saúde prosseguiu: “Infelizmente, quando o atraso no desenvolvimento fetal ocorre devido a uma causa genética, como uma alteração cromossômica, não há muito o que possa ser feito para reverter a situação. Se a gestação estiver destinada a evoluir para um abortamento devido a essa alteração genética, o uso de medicações não impedirá esse desfecho desfavorável.”
Para minimizar os riscos de uma perda gestacional ou de um atraso no desenvolvimento embrionário causado por uma alteração genética, é possível, durante o processo de fertilização in vitro, realizar o que chamamos de teste genético pré-implantacional (PGT). Esse teste consiste na análise genética dos embriões antes da transferência para o útero, permitindo a seleção daqueles que não apresentam alterações cromossômicas. Dessa forma, busca-se reduzir o risco de desenvolvimento inadequado ou de abortamento no primeiro trimestre causado por fatores genéticos.

