Iapen inaugura primeira fábrica de blocos de concreto do sistema prisional em Sena Madureira

Fábrica de blocos de concreto, inaugurada no sistema prisional acreano, deve garantir ressocialização por meio do trabalho. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

Com objetivo de garantir a ressocialização de pessoas privadas de liberdade através do trabalho, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) inaugurou a primeira fábrica de blocos de concreto do sistema prisional acreano, na Divisão de Estabelecimento Penal de Sena Madureira, nesta terça-feira, 23.

Para que o projeto fosse realizado, a fábrica contou com a doação do maquinário pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e o investimento de R$ 27 mil por meio do poder judiciário, através das Penas Pecuniárias, para a construção do galpão, onde a fábrica vai operar.

O juiz Eder Jacoboski Viegas, titular da Vara Criminal da Comarca de Sena Madureira e membro do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), explica que essa é uma oportunidade para que os detentos possam adquirir uma nova profissão. “O Poder Judiciário, desde sempre, apoia a ressocialização e a inserção das pessoas que estão custodiadas no mercado de trabalho. E aqui é uma oportunidade, não só para os custodiados remirem a pena, mas também de aprender uma nova profissão, para quando cumprirem os requisitos para a progressão de regime, eles possam ir para a sociedade e ter uma profissão e cuidar suas famílias.”

Primeira fábrica de blocos de concreto do sistema prisional acreano é inaugurada na Divisão de Estabelecimento Penal de Sena Madureira. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

O chefe da Divisão de Estabelecimento Penal de Sena Madureira, Francisco Alex Nascimento de Souza, ressaltou a importância do projeto para a ressocialização dos internos da unidade prisional: “A gente acredita muito na ressocialização, isso é um projeto de nível nacional, que o Iapen pegou aqui para o nosso estado e nós aceitamos esse desafio, e a partir do momento que a gente assumiu a direção, corremos atrás das penas pecuniárias na pessoa do Dr. Eder, e ele de pronto sinalizou positivo que nós fizéssemos o projeto.”

O diretor de Reintegração Social do Iapen, André de Assis, explica que entre 8 e 12 presos inicialmente deverão fazer parte do projeto: “Nós estamos inaugurando esse espaço, que será destinado à fábrica de artefatos e concretos. A quantidade de privados de liberdade a trabalhar aqui nessa oficina, que serão de 8 a 12, vão sair daqui qualificados, vão sair daqui preparados para a ressocialização”.

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