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Integração nacional permite identificar homem desaparecido no Acre

Por Cris Menezes 08/09/2025 16:06 Atualizado em 08/09/2025 16:06
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A identificação de Mateus Lima da Silva, desaparecido desde maio de 2022, mostra como tecnologia e cooperação entre órgãos podem transformar a busca por pessoas desaparecidas no Brasil. Mais de três anos depois do desaparecimento, Mateus foi reconhecido graças ao Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo (IIRHM) e à recente integração da Polícia Civil do Acre (PCAC) ao Portal Nacional de Desaparecidos.

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O desfecho ocorreu em agosto de 2025, quando Mateus deu entrada desacompanhado e inconsciente no Pronto-Socorro de Rio Branco (HUERB), vindo de Assis Brasil, sem documentos. A equipe médica acionou o IIRHM, que coletou digitais e confirmou sua identidade por meio de cruzamento com bancos de dados biométricos, notificando imediatamente a família.

Polícia Civil do Acre soluciona caso de desaparecimento com apoio de sistema biométrico nacional. Foto: cedida

A integração da Polícia Civil do Acre ao portal nacional, implementada no mesmo mês, permite compartilhar e consultar informações em tempo real entre polícias de todo o país, agilizando a localização de pessoas desaparecidas e fortalecendo a cooperação interestadual.

No caso de Mateus, a tecnologia foi decisiva. O IIRHM utilizou sistemas biométricos modernos, como o Automated Biometric Identification System (ABIS), que confrontam digitais com bancos de dados estaduais e nacionais, garantindo precisão na identificação.

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Para o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, a adesão ao portal nacional representa um avanço nas investigações. “O acesso a dados atualizados e a integração com outros estados mostram nosso compromisso com a proteção da vida e os direitos humanos. Casos como o de Mateus demonstram como tecnologia e trabalho conjunto devolvem dignidade e esperança às famílias”, afirmou.

O diretor do IIRHM, Júnior César da Silva, destacou a importância da perícia papiloscópica: “Nosso trabalho é minucioso e exige precisão. Sistemas biométricos avançados, como o ABIS, têm sido fundamentais para identificar pessoas não reconhecidas. Cada identificação traz paz a uma família.”

Segundo a Lei 13.812/2019, o registro de desaparecimento pode ser feito imediatamente, sem necessidade de esperar 24 horas, e os dados são automaticamente inseridos no portal nacional, agilizando as investigações.

Com a integração da Polícia Civil do Acre ao Portal Nacional de Desaparecidos e a atuação técnica do IIRHM, o estado se consolida como referência na localização e identificação de desaparecidos, mostrando que políticas públicas aliadas à tecnologia podem oferecer respostas rápidas e humanizadas.

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