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MPSP denuncia suspeito de sequestrar e torturar namorada por 4 dias

Por Metrópoles 15/09/2025 20:27
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O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta segunda-feira (15/9), Geisson Gil Leiras, preso suspeito de sequestrar, torturar e manter em cárcere privado a namorada durante quatro dias, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. O suspeito agrediu a mulher nas pernas, nos pés, cortou seu cabelo e tentou manter relação sexual forçada com a vítima.

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Conforme a denúncia do promotor de Justiça João Santa Terra, o suspeito foi denunciado pelos crimes de lesão corporal, tortura, cárcere privado qualificado, tentativas de estupro, além de fotografar e divulgar cenas de nudez sem consentimento.

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O homem está preso desde o dia 27 de agosto após a mulher ser socorrida pelo pai e entrar com um novo pedido de medidas protetivas urgentes. Na ocasião, o delegado do caso representou pela prisão preventiva do agressor. Após a denúncia do promotor, será iniciado o processo criminal e Leiras terá oportunidade de se defender.

Ao Metrópoles, João Santa Terra afirmou que o MPSP espera uma pena superior a 20 anos de prisão.

“Este caso hediondo atesta o tamanho da crueldade e da torpeza do nefasto homem que tem a mulher como seu objeto, equiparando-a um animal com a manutenção em cárcere privado e com agressões múltiplas como maneira de aplicação de castigo por o ter contrariado, ou seja, a torturando”, declarou o promotor na denúncia.

“Que a firme atuação do Estado para o alcance da severa punição desse agressor sirva de exemplo às incontáveis vítimas que sofrem caladas no seio dos lares, as encorajando para o difícil primeiro passo em busca de auxílio, estando o Ministério Público sempre de portas abertas para escutar, acolher e proteger.”

Agressões começaram por crise de ciúmes

Segundo o boletim de ocorrência, as agressões começaram no dia 15 de agosto, após uma crise de ciúmes do suspeito. O homem havia alugado uma casa em Rio Preto e passava um tempo com a namorada no local.

A vítima, que mora na cidade de Ibirá, também no interior, relatou à polícia que no primeiro dia com o namorado não houve problemas. No entanto, uma crise de ciúmes no dia seguinte deu início a uma sequência de agressões.

Para que não pudesse deixar a casa, a mulher foi brutalmente agredida nas pernas, nos pés, teve o cabelo cortado e sofreu uma fratura exposta em seu cotovelo. O homem também tentava manter relação sexual forçada com a vítima e fotografou cenas de sexo e nudez sem o consentimento da ex-companheira.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, ela foi abandonada no dia 18 de agosto sem celular e sem condições de chamar socorro. O agressor retornou ao endereço somente no dia 20 — 5 dias depois do abandono —, quando, temendo as consequências, ligou para o pai da vítima informando o estado de saúde da namorada. Ele teria dito para o pai da mulher que elao  estava traindo e tinha apanhado da mulher do amante.

Pai resgatou vítima

O pai, então, resgatou e levou a filha para a Santa Casa de Ibirá, onde conseguiram registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia do município. A vítima relatou que teve uma união estável por 6 meses com o suspeito e que já havia sido agredida outras vezes, mas tinha reatado o relacionamento acreditando em uma mudança.

Após as novas agressões, ela manifestou um novo pedido de medidas protetivas urgentes e o delegado representou pela prisão preventiva do agressor. Identificado como Geisson Gil Leiras, o suspeito foi preso durante patrulhamento do 9º Batalhão de Ações Especiais (9º BAEP) da Polícia Militar (PM).

A Polícia Civil cumpriu ainda mandado de busca domiciliar no endereço vinculado ao investigado e encontrou pertences com manchas possivelmente de sangue que estavam no local. Os investigadores também localizaram e apreenderam um cabo de metal danificado, que pode ter sido utilizado nas agressões, além de um aparelho celular.

Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima foi transferida para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, onde passou por uma cirurgia. Ela já recebeu alta e passa bem.

Investigações seguem para apurar todos os elementos do crime, inclusive a possibilidade de participação de terceiros e o histórico de violência praticado pelo suspeito, que permanece preso.

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