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PF e Gaeco desmontam esquema milionário ligado ao “rei da cocaína”

Por Metrópoles 02/09/2025 07:27
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A Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram, nesta terça-feira (2/9), uma ação contra um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que movimentava milhões em diferentes estados. Batizada de Operação Hetera, a ação cumpriu cinco mandados de prisão e oito de busca em São José do Rio Preto (SP), Curitiba (PR), Itajaí, Itapema e Tijucas (SC), Ponta Porã (MS) e Brasília (DF).

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As investigações apontam que a facção desarticulada tinha como líder um nome já conhecido das autoridades: Lindomar Reges Furtado, 45 anos, considerado um dos maiores traficantes de cocaína do Brasil.

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Lindomar, que chegou a ser chamado de “rei da cocaína” por investigadores brasileiros e paraguaios, foi preso no ano passado pela PF em uma mansão no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, após anos foragido. Ele usava identidade falsa e submetia-se a procedimentos estéticos para escapar da polícia.

Antes de ser capturado, o criminoso havia protagonizado uma fuga cinematográfica no Paraguai, em 2022, durante a Operação Turfe, que mirava a quadrilha responsável por enviar toneladas de cocaína à Europa. Alertado por seguranças de um condomínio de luxo em Hernandarias, Lindomar escapou em uma caminhonete poucos minutos antes da entrada das forças de segurança.

Milhões
Na operação desta terça, a PF apreendeu 217 kg de cocaína, R$ 7,2 milhões e US$ 798 mil em espécie, guardados em um caminhão do grupo.

Segundo as apurações, a facção transferiu parte da base de suas operações para o interior paulista, usando imóveis de terceiros para lavar o dinheiro e tentar dar aparência de legalidade ao negócio. Comerciantes locais eram cooptados para ajudar na blindagem patrimonial.

O histórico de Lindomar Reges é recheado de cifras milionárias. Na Operação Turfe, que o apontou como braço direito de Cristiano Mendes de Córdova Nascimento ,outro megatraficante já condenado a 26 anos de prisão, foram apreendidas mais de 8 toneladas de cocaína e identificada a lavagem de R$ 11 milhões. O grupo usava cavalos de corrida, inclusive premiados, para disfarçar a movimentação de dinheiro do tráfico.

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