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STF retoma julgamento de Bolsonaro e aliados acusados de tentativa de golpe nesta terça-feira

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (9) o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados acusados de planejar uma tentativa de golpe de Estado para reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo é considerado o núcleo central da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O processo começou na semana passada, quando foram ouvidos os advogados de defesa e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu a condenação de todos os réus. Agora, os ministros vão iniciar a votação, que deve se estender até os dias 10, 11 e 12 de setembro.

Acusações

Segundo a denúncia, os acusados participaram da elaboração do plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o sequestro e homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

A PGR também aponta a produção da chamada “minuta do golpe”, que teria sido de conhecimento de Bolsonaro e serviria para decretar estado de defesa e de sítio, numa tentativa de impedir a posse de Lula. Além disso, eles são acusados de envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando prédios dos Três Poderes foram invadidos e depredados em Brasília.

Quem são os réus

Todos respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A exceção é Alexandre Ramagem, que, por ser deputado federal, teve parte das acusações suspensas e responde a três dos cinco crimes.

A sessão começa às 9h, conduzida pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. O primeiro a votar será o relator, ministro Alexandre de Moraes. Ele deve analisar questões preliminares levantadas pelas defesas, como a validade da delação de Mauro Cid, pedidos de nulidade e solicitações de absolvição.

Depois de Moraes, votam os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. São necessários três votos para definir a condenação ou a absolvição.

Se as penas passarem de oito anos de prisão, o regime inicial será fechado. Penas menores poderão ser cumpridas em regime semiaberto.

Prisão e recursos

Caso sejam condenados, Bolsonaro e os demais não serão presos de imediato. A execução da pena só ocorrerá depois do julgamento dos recursos. As defesas poderão apresentar embargos de declaração, que servem apenas para esclarecer pontos do acórdão, mas não mudam a decisão.

Para que o caso seja levado novamente ao plenário do STF, será necessário que ao menos dois ministros votem pela absolvição, abrindo a possibilidade de apresentar embargos infringentes.

Via Agência Brasil.

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