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MUNDO

Trump reage à condenação de Bolsonaro e demonstra surpresa

Por Cris Menezes 11/09/2025 16:41 Atualizado em 11/09/2025 16:41
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O presidente dos EUA, Donald Trump, falou à imprensa antes de embarcar no helicóptero Marine One rumo a Nova York, em Washington, DC, em 11 de setembro de 2025. — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) estar “surpreso” com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Primeira Turma da Corte concluiu nesta data os votos que resultaram na condenação de Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. A definição das penas deve ocorrer nesta sexta-feira (12).

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Em rápida declaração a jornalistas, antes de embarcar na Casa Branca rumo a Nova York, onde assistirá a um jogo de beisebol, Trump disse ver semelhanças entre a situação de Bolsonaro e os processos judiciais que ele próprio enfrenta.

“Eu achei que ele foi um bom presidente do Brasil. É muito surpreendente que isso possa acontecer. Isso é parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram. Só posso dizer que o conheci como presidente do Brasil e ele é um bom homem”, declarou.

O presidente norte-americano não confirmou se pretende aplicar novas sanções ao Brasil em razão da decisão do STF.

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Tensões comerciais e diplomáticas

Em julho, Trump já havia endurecido a postura contra o governo brasileiro ao anunciar tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil, justificando a medida em parte pelo que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro. Na ocasião, também determinou a abertura de uma investigação comercial contra o país, acusando-o de práticas desleais.

Na última terça-feira (9), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, chegou a declarar que os EUA estão dispostos a “usar meios militares” para “proteger a liberdade de expressão no mundo”, em referência ao julgamento de Bolsonaro.

Em resposta, o Itamaraty divulgou uma nota oficial condenando “o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força” contra a democracia brasileira, sem citar diretamente os Estados Unidos.

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