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Um em cada seis pais evita vacinas infantis nos Estados Unidos

Por Metrópoles 16/09/2025 02:27
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O levantamento, feito pelo jornal Washington Post em parceria com a ONG KFF, ouviu mais de 2.500 pais e revela uma desconfiança crescente em relação à vacinação desde a pandemia de Covid-19.

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Enquanto o atual ministro da Saúde do governo Donald Trump, Robert Kennedy Jr., conhecido por sua postura crítica às vacinas, promove uma reformulação profunda na política de imunização do país, a maioria dos pais ainda apoia as exigências de vacinação em vigor.

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No entanto, uma parcela menor começa a questionar essas medidas. Esses pais optam por evitar ou adiar vacinas obrigatórias ou recomendadas — como as contra sarampo, tétano e poliomielite — por medo de efeitos colaterais e por falta de confiança nas autoridades sanitárias.

Nos EUA, vacinas como a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) são obrigatórias para que a criança possa frequentar a escola. Em muitos estados, porém, os pais podem pedir dispensa alegando motivos religiosos ou outras razões não médicas.

Perfil dos pais e queda na cobertura

A pesquisa também mostra que os pais que evitam ou adiam vacinas tendem a ser brancos, conservadores, muito religiosos e, em alguns casos, adeptos do ensino domiciliar.

Esses fatores ajudam a explicar a queda nos índices de vacinação registrada desde a pandemia. A taxa nacional de crianças vacinadas contra o sarampo no jardim de infância caiu de 95% em 2019 para 92,5% em 2024, com grandes variações entre os estados. Em Idaho, por exemplo, o índice está abaixo de 80%, bem distante dos 95% recomendados para garantir imunidade coletiva.

Epidemia e alerta de especialistas

Especialistas alertam que essa tendência pode piorar com a influência de Robert Kennedy Jr., que já colocou em dúvida a segurança das vacinas e divulgou informações falsas sobre o tema.

Como consequência da queda na cobertura vacinal, os Estados Unidos enfrentaram em 2025 o pior surto de sarampo em mais de três décadas, com três mortes — duas delas de crianças.

Leia mais em RFI, parceira do Metrópoles.

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