Início / Versão completa
Geral

A justificativa do Senado para alugar 79 SUVs de luxo com teto solar

Por Metrópoles 23/10/2025 14:27
Publicidade

O Senado Federal alugou 79 carros SUV de luxo com teto solar e uma minivan adaptada para pessoa com deficiência por R$ 796,5 mil mensais – mais do que o dobro do contrato anterior: R$ 377,8 mil por mês. À coluna, a Casa atribuiu a escolha à maior “segurança institucional”.

Publicidade

Para o Senado, a altura, a robustez e a resistência desses veículos premium pesaram na decisão por entender que esses pontos conferem mais proteção aos passageiros ao mesmo tempo em que diminuem riscos no trânsito:

“O SUV, por sua concepção, dificulta a visualização do interior e proporciona maior capacidade de resposta em eventual necessidade de manobra evasiva”, informou, em nota.

O Metrópoles visitou o Senado à procura dos novos carros oficiais. Confira os modelos:

Publicidade

6 imagensFechar modal.1 de 6

O Senado alugou 79 carros SUV com teto solar (modelo GM Equinox 2025) e uma van adaptada (modelo JAC T8). Os carros já estão em uso e em circulação pela Esplanada

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto2 de 6

O Senado alugou 79 carros SUV com teto solar (modelo GM Equinox 2025) e uma van adaptada (modelo JAC T8). Os carros já estão em uso e em circulação pela Esplanada

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto3 de 6

O Senado alugou 79 carros SUV com teto solar (modelo GM Equinox 2025) e uma van adaptada (modelo JAC T8). Os carros já estão em uso e em circulação pela Esplanada

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto4 de 6

O Senado alugou 79 carros SUV com teto solar (modelo GM Equinox 2025) e uma van adaptada (modelo JAC T8). Os carros já estão em uso e em circulação pela Esplanada

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto5 de 6

O Senado alugou 79 carros SUV com teto solar (modelo GM Equinox 2025) e uma van adaptada (modelo JAC T8). Os carros já estão em uso e em circulação pela Esplanada

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto6 de 6

O Senado alugou 79 carros SUV com teto solar (modelo GM Equinox 2025) e uma van adaptada (modelo JAC T8). Os carros já estão em uso e em circulação pela Esplanada

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A escalada de preço veio acompanhada de uma mudança de categoria, já que os automóveis anteriores eram do modelo sedan. Os novos veículos apresentam acabamentos sofisticados, conectividade de última geração, Wi-Fi nativo, Google Assistente built-in, 177 CV de potência e motor 1.5 turbo com injeção direta.

A Casa disse que avaliou critérios de segurança, a exemplo de air bags e freio ABS, e especificações como comprimento mínimo, altura máxima e distância entre eixos mínima, para fechar o contrato para alugar 79 carros GM/Equinox, da Chevrolet, um dos que gabaritou os critérios. O teto solar não figuraria na lista, mas entrou no pacote.

“O modelo GM/Equinox foi um dos que atenderiam tais especificações, sem exclusão dos demais existentes no mercado. A especificação de itens de conforto, como o teto solar, não foi e não está presente nos requisitos obrigatórios do Edital. Tais itens agregam custo desnecessário e não são funcionais para as atividades do órgão. O foco das exigências recaiu em itens essenciais, como airbags, sistemas de freio ABS”, complementou.

Além disso, o Senado informou que o contrato prevê um veículo para cada parlamentar, um para o diretor-geral e outro para o secretário-geral da Mesa Diretora. Cinco senadores abriram mão do benefício: Confúcio Moura (MDB-RO), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), atualmente licenciado, Eduardo Girão (Novo-CE), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Cleitinho (Republicanos-MG).

Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem direito a dois automóveis sedan SW4 SRX 23/24, da Toyota, com sete lugares e movidos a diesel, para si e para a própria escolta policial. A única diferença é que o senador se locomove na versão blindada do carro. A Casa desembolsa R$ 719,6 mil para alugar os dois veículos de alto padrão por 2 anos e 6 meses – o correspondente a quase R$ 30 mil por mês.

O Senado justificou que prefere a locação de carros frente à compra por uma série de motivos, como a desvalorização do valor do automóvel no decorrer dos anos, o gerenciamento da manutenção e a indisponibilidade de um veículo reserva:

“Entre os principais benefícios está a previsibilidade de custos, já que as despesas mensais são fixas e incluem manutenção, seguro e assistência. Também há o benefício da renovação periódica da frota, garantindo veículos mais modernos, seguros e eficientes. A flexibilidade contratual permite ajustar a frota conforme a demanda, algo essencial em contextos de sazonalidade. A manutenção preventiva e corretiva oferecida pelas locadoras aumenta a disponibilidade dos veículos e reduz o tempo parado”, diz a nota.

Outros pontos remetem a combustível, emplacamento, licenciamento, multas, gerenciamento de seguros e sinistros, além das trocas de mandato:

“Adotar uma frota própria representa imobilização de capital, ausência de veículos de substituição imediata em caso de sinistro, avaria mecânica ou mesmo manutenção preventiva, o que compromete a continuidade das atividades. Além disso, para manter a frota operando, é necessário dispor de estrutura própria para reparos ou firmar contratos paralelos específicos para manutenção e aquisição de combustível, aumentando a complexidade administrativa e os custos indiretos da operação”, complementou.

Regras para uso de carros oficiais do Senado

Normas da Casa restringem o direito de usar os carros oficiais aos senadores, ao diretor-geral e ao secretário-geral da Mesa. Cada veículo só pode rodar no Distrito Federal e no Entorno, área considerada a até 100 quilômetros calculados a partir do Senado, salvo em casos de emergência.

O uso dos automóveis é voltado estritamente ao trabalho. Por isso, é proibido usá-los de sexta-feira à noite até a manhã de segunda-feira, nos feriados e quando o parlamentar estiver fora do Distrito Federal, à exceção de autorização concedida pelo primeiro-secretário do Senado.

De acordo com o contrato, a empresa deve renovar a frota a cada 2 anos e 6 meses. O documento também estabelece que o acordo pode ser prorrogado de 60 até 120 meses, isto é, de 5 até 10 anos.

Os veículos já estão em uso e em circulação. Cabe à Coordenação de Transportes realizar o controle diário dos veículos, o que inclui os registros da finalidade do serviço, da identificação do veículo, do motorista e do órgão solicitante, dos horários de partida e de chegada, dos locais de origem e de destino, da quilometragem rodada e da vistoria.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.