A atriz Haonê Thinar, no ar atualmente como a personagem Pam na novela Dona de Mim, da TV Globo, abriu o coração à coluna e celebrou fazer parte da trama escrita por Rosane Svartman, mas aproveitou para cobrar mais oportunidades para pessoas com deficiência nas novelas e outras produções audiovisuais nacionais.
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Mais espaço
A famosa, que amputou a perna aos 8 anos, faz parte do trio de amigas vividas por Leo (Clara Moneke) e Kami (Giovanna Lancellotti). Ela participou da estreia do filme 90 Decibéis, cujo boa parte do elenco é composta por atores e atrizes com algum tipo de impedimento. A trama é sobre uma mãe que começa a perder a audição.
Numa conversa exclusiva com a coluna Fabia Oliveira, Haonê Thinar falou da importância de estar numa novela de sucesso e disse que busca “abrir caminho” para que mais artistas PCD’s ocupem espaço na televisão e em outras mídias.
“Eu acho muito importante eu ser uma representante, temos também o Pedro [Fernandes, que interpreta o personagem Peter], mas no audiovisual e na televisão acho que ainda falta oportunidade para pessoas com deficiência, mas creio que estamos abrindo esse caminho para que outras pessoas consigam chegar onde a gente tá chegando hoje”, disse.
A atriz Haonê Thinar
Reprodução/Instagram
A atriz Haonê Thinar
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A atriz Haonê Thinar
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A atriz Haonê Thinar
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A atriz Haonê Thinar
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A atriz Haonê Thinar
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Cenas de abuso
A atriz também comentou as cenas envolvendo a personagem Kami (Giovanna Lancellotti), que foi alvo de abuso sexual. O caso na novela chamou a atenção para situações semelhantes que acontecem também no mundo real. “Cheguei a falar pra Giovanna que ela furou a bolha da dramaturgia e virou algo de cunho social esse assunto do abuso”, disse a atriz.
“Como mulher e mãe, acho de grande importância a gente entender que isso acontece a qualquer momento e à luz do dia, como aconteceu com a Kami. Fico feliz da novela estar abordando assuntos importantes na sociedade, que ninguém imaginava fazer parte de uma novela das 19h”, completou.
Haonê Thinar encerrou afirmando que não concorda com as críticas envolvendo a “violência” das cenas para o horário da novela. “Não concordo que seja pesado para o horário, acho que temos que falar porque isso acontece à luz do dia, acontece às 6h da manhã, ao meio-dia. Em qualquer horário, é importante falar sobre isso”, sacramentou.