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Brasileiros presos em Israel serão deportados para a Jordânia nesta 3ª

Por Metrópoles 06/10/2025 23:27
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Os 13 brasileiros detidos em Israel após participarem de uma flotilha humanitária com destino à Gaza serão deportados para a Jordânia nesta terça-feira (7/10). A informação foi confirmada pelo Global Sumud Flotilla, organização responsável pela missão.

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Em comunicado divulgado na noite dessa segunda (6/10), o grupo informou que os brasileiros, entre eles a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), cruzarão a fronteira a pé pela ponte Allenby/Rei Hussein, que liga Israel à Jordânia.

“É estimado que nossos participantes cheguem à Jordânia por volta das 12h no horário local (6h em Brasília). A Embaixada brasileira em Amã já está preparada para recebê-los e prestar todo o auxílio necessário, incluindo uma consulta médica para avaliar o estado de saúde de cada um”, diz a nota.

Flotilha humanitária interceptada

Greve de fome e falta de atendimento

Dos 13 brasileiros presos, quatro iniciaram uma greve de fome em protesto contra as condições de detenção. Segundo o grupo, Thiago Ávila, Ariadne Telles, João Aguiar e Bruno Gilca estão há dias sem acesso a medicamentos e sem atendimento médico básico.

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Diplomatas brasileiros visitaram o presídio nesta segunda-feira em uma missão que, segundo o Global Sumud Flotilla, durou mais de oito horas. O Itamaraty acompanha o caso e afirmou que a embaixada em Amã está preparada para acolher os deportados assim que chegarem à Jordânia.

Uma publicação feita nesta segunda-feira no Instagram da deputada Luizianne Lins (PT-CE) relatou as condições enfrentadas pelos brasileiros detidos em Israel. Segundo o texto, os ativistas, entre eles a parlamentar, relataram “condições degradantes, uso de violência psicológica e falta de tratamento médico adequado” na prisão de Ketziot, no deserto de Negev.

De acordo com a publicação, alguns dos detidos, incluindo Luizianne, só teriam recebido medicamentos após pressão diplomática do governo brasileiro. O relato também afirma que audiências judiciais teriam ocorrido sem a presença de advogados e que há uma ordem judicial permitindo a deportação imediata dos estrangeiros retidos.

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