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Cláudio Castro pede a transferência de 10 líderes do crime organizado

Por Metrópoles 28/10/2025 18:27
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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta terça-feira (28/10) que tomou uma “decisão importante” para reforçar a segurança pública no estado, após a maior operação policial da história do Rio, que deixou ao menos 64 mortos e resultou na prisão de 81 pessoas.

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Em vídeo publicado nas redes sociais, Castro disse ter solicitado ao governo federal a transferência imediata de 10 lideranças do crime organizado que, segundo relatórios da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária, continuavam a comandar ações criminosas de dentro das cadeias estaduais.

“Eu recebi agora das polícias civil e penal um relatório das 10 maiores lideranças que estão de dentro das nossas cadeias, ajudando a provocar todo esse terror. Eu tomei a decisão, acreditando que política de segurança pública se faz com diálogo e integração, de pedir ao governo federal 10 vagas para transferência imediata desses criminosos de maior periculosidade. Vamos tirar esses criminosos e devolver a paz para o Rio de Janeiro”, afirmou o governador.

A declaração ocorreu após uma reação violenta de traficantes, que lançaram bombas e drones contra policiais durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital. A ofensiva mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, com apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

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Sigo acompanhando de perto esse dia histórico no combate à criminalidade no Rio de Janeiro.

Acabo de tomar uma decisão importante para o nosso estado, que vai nos ajudar a definir os próximos passos nessa luta. pic.twitter.com/seFOP9JmIu

— Cláudio Castro (@claudiocastroRJ) October 28, 2025

Ação mais letal do Rio

A operação resultou em 75 fuzis apreendidos, além de grande quantidade de munições e artefatos explosivos. Entre os 64 mortos, estão quatro policiais, sendo dois civis e dois militares.

O policial civil Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, e o inspetor Rodrigo Velloso Cabral, de 34, foram mortos em confronto. Os policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Herbert, ambos do Bope, também não resistiram.

O objetivo da ação era cumprir 51 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho e conter o avanço territorial da facção. Segundo o Ministério Público, o grupo criminoso tem se expandido para comunidades estratégicas, próximas a vias expressas e com fácil escoamento de drogas e armas.

Durante entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), Castro afirmou que não solicitou apoio federal para a operação, alegando que o estado teve três pedidos negados para o uso de blindados das Forças Armadas.

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GBERTO RAS/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo2 de 8

Fabiano Rocha / Agência O Globo3 de 8

Fabiano Rocha / Agência O Globo4 de 8

Megaoperação das polícias deixa vários policiais feridos e mortos. O Hospital Getúlio Vargas, na Penha, recebeu os feridos. Na foto: policial baleado chegando no HGV

Gabriel de Paiva / Agência O Globo5 de 8

Durante operação policia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil

Fernando Frazão/Agência Brasil6 de 8

Durante operação Contenção da policia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil

Fernando Frazão/Agência Brasil7 de 8

Durante operação policia contra o Comando Vermelho, bandidos ordenam fechamento de comércio e usam lixeiras incendiadas para bloquear a via na rua Itapiru, no Catumbi.

Fernando Frazão/Agência Brasil8 de 8

“Tivemos pedidos negados três vezes. Para emprestar o blindado, tinha que ter GLO (Garantia da Lei e da Ordem), e o presidente é contra a GLO. Cada dia é uma razão para não colaborar”, declarou.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) do MPRJ denunciou 67 pessoas por associação para o tráfico, e três delas também por tortura. A denúncia foi aceita pela 42ª Vara Criminal da Capital, que expediu os mandados de prisão.

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De acordo com o MPRJ, a facção Comando Vermelho mantém uma estrutura hierárquica nas comunidades, com funções bem definidas entre os integrantes. Os líderes, entre eles Doca, Pedro Bala, Gadernal e Grandão, são responsáveis por determinar o comércio de drogas, escalas de vigilância e até execuções internas.

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