O Brasil segue dominado pelos ritmos tipicamente nacionais, como o sertanejo, o forró e o funk. O pop permanece popular, mas sem grandes destaques nas paradas em 2025. Com uma grande exceção: Carol Biazin. Dona do hit “Amor Traumatizado”, a paranaense de 28 anos conquistou o mais alto patamar no gênero. Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, a artista abriu o coração sobre o momento iluminado e o que ainda está por vir.
O viral “Amor Traumatizado” chegou às paradas na versão com Felipe Amorim, ícone do piseiro. No TikTok, a trend passou por famosos de Virginia Fonseca até o presidente Lula. Já conhecida na bolha do pop, Carol Biazin viu seu nome na boca do povo com o primeiro hit verdadeiramente nacional. Além disso, ela foi indicada ao Grammy Latino com Melhor Álbum Pop em Língua Portuguesa.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Carol Biazin falou de carreira em entrevista ao portal LeoDiasReprodução Carol Biazin falou de carreira em entrevista ao portal LeoDiasReprodução Carol Biazin falou de carreira em entrevista ao portal LeoDiasReprodução Carol Biazin falou de carreira em entrevista ao portal LeoDiasReprodução
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“Para mim foi muito importante ver ‘Amor Traumatizado’ chegando a pessoas que talvez, na roupagem original da música, não tivesse alcançado. Mesmo não sendo o meu estilo ou gênero musical, foi bonito perceber que essa releitura despertou a curiosidade de muita gente em me conhecer melhor e ouvir outras músicas minhas. Desde o lançamento dessa versão, venho colhendo frutos incríveis: pessoas me descobrindo e comentando quase como se fosse um ‘onde estava essa menina esse tempo todo?’. Tem sido muito especial assistir e viver esse momento”, disse Biazin.
Apesar do mainstream recente, Carol já está há anos na estrada. Compositora de mão cheia para artistas como Luísa Sonza, ela ainda participou do “The Voice” em 2017. Para a cantora, a evolução na carreira está vindo na hora certa e no ritmo ideal.
“Hoje eu enxergo a minha carreira como uma etapa sólida e concreta. Tudo aquilo que eu sonhava há cinco ou seis anos atrás, agora vejo acontecendo de forma muito natural. Nada veio como um susto ou algo para o qual eu não estivesse preparada. Acredito que essa solidez vem muito do público que me acompanha de maneira fiel, porque eles realmente se veem nas minhas músicas, se reconhecem nelas. Isso me dá a certeza de estar construindo algo duradouro”, afirmou.
Os Biazins (nome do fã-clube da artista), inclusive, têm feito bonito e lotado casas de show pelo Brasil para vê-la. Após lançar o álbum “No Escuro, Quem é Você?”, o foco de Carol é a sua turnê. “Para o futuro próximo, o meu maior desejo é poder levar meus shows para cidades onde ainda não passei, principalmente fora das capitais. Tenho visto esse movimento começar a acontecer e espero que se propague cada vez mais, porque subir no palco e cantar é, sem dúvida, o que eu mais amo fazer”, disse.
Para o futuro, Carol foca no agora e na construção: “No momento, minha energia está toda voltada para o ao vivo, para colocar esse álbum na rua de verdade e fazer essa turnê acontecer. Esse é o futuro mais próximo. O que vem depois são novos capítulos que ainda estou filtrando, vivendo e respirando. Foram praticamente dois álbuns entregues em um só, um processo árduo e intenso. Agora, estou me permitindo viver um pouco mais para poder entregar ainda mais”, destacou.
Quem é a Carol do escuro?
No aclamado “No Escuro, Quem é Você?”, Carol Biazin propõe uma reflexão nas duas partes do álbum, que circula entre o pop e R&B, característicos da artista. Para quem ainda não se achou no escuro, ela dá uma dica importante: “Eu acredito que a busca por quem a gente é nunca vai acabar. A vida sempre coloca armadilhas no caminho, situações que tiram a gente do eixo, e muitas vezes alguns fragmentos nossos acabam ficando para trás ou perdidos em algum lugar. O mais importante é ter a consciência de ir lá e resgatar. Pra mim, isso é se reconectar consigo mesma”, refletiu.
Após analisar os passos essenciais de sua carreira, Biazin admira a caminhada que tem seguido rumo ao estrelato. “Eu acho que a Carol do passado admiraria muito a Carol de agora. E acredito que a Carol de hoje acalmaria bastante a do passado. Eu era uma pessoa bem mais ansiosa e me levava muito a sério o tempo todo, sem espaço para afrouxar. Isso é algo que eu, com certeza, ensinaria ao meu eu de antes”, comentou.
“A evolução também está nesse olhar para trás e entender a caminhada – perceber que os erros fazem parte e que não existe aprendizado maior do que a própria vida e o processo como um todo. Aprendi a aproveitar esse processo e evoluí muito dentro de mim. Sou muito grata por cada passo que meu eu do passado escolheu dar para que eu pudesse estar aqui hoje”, finalizou.