Diagnosticada com câncer sem cura, brasiliense corre maratona: “Sonho”

Diagnosticada com câncer sem cura, brasiliense corre maratona: “Sonho”

Diagnosticada com um câncer sem cura, a bancária Ludmila Bernardes Garcia Paranhos, 42 anos, realizou o sonho de correr uma maratona. Ela fez a prova de 42 quilômetros da Maratona de Chicago, nos Estados Unidos, nesse domingo (12/10).

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Ao Metrópoles Ludmila contou que descobriu câncer de mama há 9 anos. Ela recebeu o primeiro diagnóstico durante um exame para colocar o DIU, depois de se divorciar. Àquela altura, era mãe de um menino.

A bancária fez quimioterapia, radioterapia e bloqueio hormonal. Em 2019, se casou de novo. No mesmo ano, descobriu uma nova recidiva na mesma mama, sendo necessário passar pelo tratamento mais uma vez.

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Diagnosticada com um câncer sem cura, a bancária Ludmila Bernardes Garcia Paranhos, 42 anos, realizou o sonho de correr uma maratona. Ela fez a prova de 42 quilômetros da Maratona de Chicago, nos Estados Unidos, nesse domingo (12/10)

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Ludmila é mãe de um menino de 15 anos e de uma menina de 2 anos

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Diagnosticada com um câncer sem cura, a bancária Ludmila Bernardes Garcia Paranhos, 42 anos, realizou o sonho de correr uma maratona. Ela fez a prova de 42 quilômetros da Maratona de Chicago, nos Estados Unidos, nesse domingo (12/10). 

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Em 2022, Ludmila parou o bloqueio hormonal por 18 meses para engravidar da Heloísa, a filha caçula.

“Ou seja, fui mãe em meio a um cenário que muitos acreditam ser o fim de todos os planos. No meu caso, foi justamente o contrário”, contou.

Pouco tempo depois, quando Heloísa estava com 7 meses, Ludmila fez os exames de controle e recebeu a notícia de que estava com metástase no pulmão, ossos e linfonodos. “Meu mundo ruiu! Hoje, convivo com um câncer sem cura. Eu tenho um caso raro, tenho um tumor heterogêneo. Tenho focos do câncer de mama hormonal (mais comum) e focos triplonegativos”, relatou.

A bancária encarou um novo tratamento. No final de 2024, após concluir o protocolo da quimioterapia, resolveu se inscrever na maratona e iniciar os treinos. No meio do planejamento para a prova, em março de 2025, descobriu nódulos no cérebro que apontavam para a metástase no sistema nervoso central. Ela fez a radiocirurgia e quimio.

Ludmila e a família mudaram-se para os Estados Unidos após o marido dela receber uma bolsa para PHD. No país, ela tem a possibilidade de participar de pesquisas científicas. “Mesmo com a mudança de país e as quimios (porque não tive pausa, não), não desisti! Ontem, realizei um sonho antigo: corri 42km em 5h18min! Quero contar que a vida só acaba quando paramos de sonhar. Realizar sonho é possível. Decidi tornar minha história pública, não por romantismo, mas por necessidade. Há muita desinformação sobre o que é viver com câncer”, disse a bancária.

“Em pleno Outubro Rosa, as pessoas falam em prevenção ao câncer a fazer mamografia. Não sabem a diferença de diagnóstico precoce e prevenção. Em pleno 2025, ainda se associa o diagnóstico de metástase à morte imediata, e isso não é verdade para muitas de nós. Também não é verdade que o câncer termina no fim da quimio. A vida continua, mas com outras demandas, medicações, efeitos colaterais, inseguranças, e, claro, com muitas adaptações”, afirmou.

A bancária criou um grupo para mulheres em tratamento oncológico, com objetivo de trocar vivências sem filtros. “Falamos de efeitos adversos, exames, medos, relacionamentos, trabalho, maternidade e também damos risada, porque o bom humor virou parte da minha estratégia de enfrentamento”, explicou.

Ludmila disse que não se sente heroína nem vítima. “Apenas sigo vivendo. Com dias bons, dias ruins, e muitas histórias para contar”, afirmou.

Mulheres interessadas em participar do grupo podem entrar em contato com a bancária pelo Instagram @ludmila.paranhos.

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