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Drogas e equipamentos: as apreensões da ação que frustrou atentados

Por Metrópoles 24/10/2025 15:27
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A operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (24/10) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil que frustrou atentados contra o promotor Lincoln Gakiya e o coordenador de presídios Roberto Medina, apreendeu drogas, celulares, veículos e equipamentos que podem levar à identificação dos responsáveis pela etapa de execução dos alvos.

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Segundo a polícia, além do cumprimento dos 25 mandados de busca e apreensão distribuídos nas cidades de Presidente Prudente, Álvares Machado, Martinópolis, Pirapozinho, Presidente Venceslau, Presidente Bernardes e Santo Anastácio, a investigação apreendeu mais de quatro quilos de droga, itens usados na comercialização de entorpecentes, uma motoneta, uma moto, um Fiat Palio e uma caminhonete.

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Além disso, apreendeu um simulacro de arma de fogo e 30 munições calibre .380. Cerca de R$ 7,6 mil foram confiscados e equipamentos eletrônicos como celulares, notebook, computadores e tablets foram levados pela polícia. O material será encaminhado para perícia e pode ajudar as autoridades a avançarem nas investigações a respeito da célula criminosa.

Veja vídeo dos materiais apreendidos:

Dois homens também foram presos em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Eles passarão por audiência de custódia e estão à disposição da Justiça.

As buscas domiciliares realizadas nesta sexta tinham o objetivo de coletas diversos elementos de prova que alimentarão as próximas fases da investigação voltadas à identificação de outros participantes e ao mapeamento da cadeia de comando do grupo.

Operação contra integrantes do PCC

A Operação Recon, coordenada pelo MPSP e pela Polícia Civil, identificou os envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como fez a apreensão de materiais e equipamentos que serão submetidos à perícia e, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão de suspeitos por planejarem o assassinato do promotor Lincoln Gakiya e do coordenador de presídios Roberto Medina.

Investigações apontaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e “altamente disciplinada”, encarregada de realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de seus familiares, “com a clara finalidade de preparar atentados contra esses alvos previamente selecionados”, segundo o MPSP.

O promotor Lincoln Gakiya afirmou que notou sua casa sendo monitorada por drones há três semanas. Além disso, os suspeitos haviam identificado e mapeado os hábitos diários de autoridades.

“Eu tive sobrevoo de drone há 3 semanas na minha residência”, afirmou Gakiya.

3 imagensFechar modal.1 de 3

promotor de Justiça Lincoln Gakiya

Alfredo Henrique/Metrópoles2 de 3

Roberto Medina, coordenador de presídios na zona oeste de SP

Reprodução3 de 3

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Divulgação/Polícia Civil

Nesta sexta-feira, Gakiya afirmou que o plano para matá-lo também incluía o ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontesexecutado em uma emboscada, no litoral paulista, no dia 15 de setembro. O grupo responsável pela execução seria o mesmo e teria planejado os assassinatos em 2023, mas se desmobilizado posteriormente.

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