Em Belo Horizonte, um Chevrolet Spin branco protagonizou um drama digno de filme de ação… inventado. Celso Eloy Guimarães, de 59 anos, foi autuado por falsa comunicação de crime depois de alegar que havia sido sequestrado e que seu carro havia sido roubado. A polícia, no entanto, descobriu que o verdadeiro autor do “roubo” foi o própria “vítima”.
Segundo o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, o homem acionou o 190 por volta das 22h48, relatando que, após um dia cheio de compromissos e uma parada para ir ao banheiro no bairro Buritis, fora abordado por criminosos que o sequestraram e levaram seu veículo. O local do suposto crime foi indicado como a avenida Olinto Meireles, no bairro Araguaia.
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De acordo com apuração do G1, o plano começou a desmoronar quando os policiais consultaram as câmeras do sistema Hélios. Foi constatado que o carro realmente esteve no Barreiro, mas às 11h da manhã, muito antes do horário informado por Celso. Diante das divergências, ele acabou confessando: “Foi por causa de dificuldades financeiras que joguei o carro em um dos morros localizados na Estrada de Casa Branca, na região do Parque Estadual do Rola Moça”, admitiu à PM.
O objetivo era simples: simular um sequestro e roubo para acionar a seguradora e receber o valor do veículo conforme a tabela Fipe. Celso revelou que o carro é financiado em 60 parcelas de R$ 695, das quais ele havia quitado apenas 17, e que não tinha condições de continuar pagando.
A Polícia Militar lavrou um termo circunstanciado por falsa comunicação de crime. O suspeito assinou um compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal de Belo Horizonte e foi liberado. A Polícia Civil confirmou o registro e informou que aguardará o agendamento da audiência.
No fim, o que era para ser uma história de azar virou caso curioso: um homem, um carro e um morro, e uma farsa que não passou despercebida e que, ao tentar se livrar de um aperto financeiro e se dar bem em cima disso, a situação se complicou ainda mais pro Celso.