A família de Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, preso por espancar a namorada com 61 socos dentro de um elevador em Natal, no Rio Grande do Norte, se pronunciou e negou que o ex-jogador de basquete tenha sido espancado e abusado por outros detentos da Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, onde ele está custodiado.
De acordo com o blog potiguar A Fonte, Igor Eduardo teria sido vítima de outros detentos que não engoliram a covardia vista em julho, quando câmeras o flagraram agredindo a até então namorada, Juliana Garcia, deixando-a inconsciente e com múltiplas fraturas no rosto. Ainda segundo a página, ele acabou hostilizado e, segundo relatos, precisou de atendimento médico na quinta-feira (2/10).
Veja as fotosAbrir em tela cheia Ela foi agredida pelo então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral.Reprodução/@julianagarcia.br Igor Eduardo Pereira Cabral, agressor de Juliana GarciaReprodução: Redes Sociais Igor Eduardo Pereira Cabral era jogador de basqueteReprodução/Redes Sociais Igor Eduardo Pereira Cabral, agressor de Juliana GarciaReprodução/Redes Sociais
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Ao site Hugo Gloss, familiares do ex-jogador garantiram que as informações não procedem e que não darão mais detalhes. Ainda de acordo com a reportagem, Igor Eduardo teve a visita de dois advogados na quinta-feira e não teria qualquer problema com outros detentos.
Segundo a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP/RN), a notícia divulgada em blogs da capital é falsa: “Não procede a informação de que o custodiado Igor Cabral sofreu qualquer tipo de violência na unidade prisional”, informou a assessoria da pasta ao Blog Robson Pires, o Xerife.
Em agosto, o ex-jogador relatou, em depoimento, agressões e ameaças por parte de policiais penais na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim.
A CNN teve acesso ao boletim de ocorrência registrado no dia 1º, segundo o qual os episódios teriam começado em 30 de julho, quando Igor foi transferido para a unidade. Ele afirma que foi colocado em uma cela isolada, algemado e sem roupas, e que os policiais teriam usado spray de pimenta, desferido golpes com sandálias, socos, chutes e cotoveladas.
“Eles me disseram que havia chegado ao inferno”, relatou Igor, acrescentando que agentes teriam feito ameaças de estupro, envenenamento e morte, além de sugerir que ele se suicidasse. Segundo ele, os policiais também gravaram vídeos e o forçaram a engolir o spray de pimenta.
A Corregedoria do Sistema Penitenciário afirmou ter conhecimento dos fatos e providenciou sua condução à delegacia para registro da ocorrência e realização de exame de corpo de delito. A Polícia Civil investiga o caso.
Juliana Garcia passou por cirurgia de reconstrução facial e descreveu a agressão como um “atentado contra a vida”. Ela revelou ainda que o relacionamento era tóxico e abusivo, com histórico de agressões físicas e psicológicas, além de ciúmes excessivos por parte de Igor.