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Israel: ultraortodoxos protestam contra serviço militar obrigatório

Por Metrópoles 30/10/2025 19:27
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Cerca de 200 mil judeus ultraortodoxos bloquearam, nesta quinta-feira (30/10), os acessos a Jerusalém, em protesto contra o serviço militar obrigatório em Israel.

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A queixa se dá pela mudança nas regras do alistamento militar obrigatório. Agora, estudantes religiosos são obrigados a servir às Forças de Defesa de Israel (FDI). De acordo com a mídia local, durante a manifestação houve ataques a jornalistas e confronto com a polícia no final do evento. Confira:

O movimento que levou milhares de manifestantes às ruas é chamado de “Um milhão de homens”. A imprensa israelense destaca que o movimento foi uma rara demonstração de unidade entre os vários grupos ultraortodoxos de Israel, que raramente se misturam.

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Protesto de judeus ortodoxos em Jerusalém contra o serviço militar obrigatório

Foto: Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images2 de 3

Protesto de judeus ortodoxos em Jerusalém contra o serviço militar obrigatório

Foto: Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images3 de 3

Protesto de judeus ortodoxos em Jerusalém contra o serviço militar obrigatório

Foto: Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images

Serviço militar

O serviço militar é obrigatório para a maioria dos judeus israelenses a partir dos 18 anos, com duração de 24 a 32 meses. No entanto, os ultraortodoxos possuem o direito de não servir desde a fundação do Estado de Israel, em 1948, com a condição de que se dediquem exclusivamente aos estudos religiosos.

Esse status especial tem sido questionado pela Suprema Corte do país desde o início dos anos 2000, forçando sucessivos governos a criar soluções jurídicas temporárias para manter a dispensa.

O privilégio, no entanto, vem se tornando cada vez mais impopular entre outros grupos da sociedade israelense. A controvérsia ganha força, também, à medida que as Forças de Defesa de Israel enfrentam crescentes desafios operacionais, com confrontos simultâneos contra o Hamas em Gaza, o Hezbollah no Líbano, os Houthis no Iêmen e o Irã.

Com o vencimento das últimas normas legais que garantiam a isenção, e sem acordo no Parlamento para uma nova lei, as FDI se viram obrigadas a cumprir a decisão.

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