“O Filho de Mil Homens”: poesia, dor e afeto em um drama nacional impactante

“O Filho de Mil Homens”: poesia, dor e afeto em um drama nacional impactante

Na próxima quinta-feira (30/10), a Netflix exibirá, em cinemas selecionados, o filme “O Filho de Mil Homens”, baseado no aclamado livro do escritor português Valter Hugo Mãe e adaptado pelo diretor Daniel Rezende. O portal LeoDias já assistiu à produção em uma pré-estreia global e te conta um pouco mais sobre a história.

Chegando à plataforma de streaming mundialmente no dia 19 de novembro, o longa entrega a promessa de ser um drama sensível e contemplativo, que explora a essência do que realmente define uma família. A história é centrada em temas como solidão, amor, luto e a busca por pertencimento, conduzindo o espectador por um misto de emoções.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Cena do filme “O Filho de Mil Homens”Reprodução / Netflix Cena do filme “O Filho de Mil Homens”Reprodução / Netflix Cena do filme “O Filho de Mil Homens”Reprodução / Netflix Cena do filme “O Filho de Mil Homens”Reprodução / Netflix Rodrigo Santoro no filme “O Filho dos Mil Homens”Foto/Marcos Serra Lima / Netflix

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O filme se destaca pela sensibilidade com que aborda a jornada de Crisóstomo, personagem vivido intensamente por Rodrigo Santoro, em uma performance impressionante. O ator descreveu a experiência como “mágica” e diferente de tudo o que já fez: ele interpreta um pescador solitário cujo sonho de ser pai o leva a acolher o menino órfão Camilo (Miguel Martines).

A narrativa ganha profundidade quando a dupla cruza o caminho de Isaura (Rebeca Jamir) e do jovem incompreendido Antonino (Johnny Massaro), formando um núcleo familiar não convencional. Inclusive, esse grupo manda muito bem em todas as cenas em que aparece, com destaque especial para Massaro.

Precisamos falar sobre a atuação de Rodrigo Santoro
Grande parte da equipe do longa elogiou, e muito, o trabalho com Santoro, que entregou uma das atuações mais interessantes de sua carreira. A maneira como o artista construiu o personagem é impressionante, incluindo os trejeitos usados para Crisóstomo e até os olhares de mil jardas, que expõem os traumas do homem solitário.

É praticamente impossível não se comover com a dor palpável que aquele pescador demonstra ao trabalhar, conversar com um boneco e, principalmente, ao lembrar do passado. O mesmo vale para Massaro, que faz uma entrega fulgurante e tem cenas dignas de premiações.

Em muitos momentos, “O Filho de Mil Homens” apresenta um cenário extremamente poético, seja pelos diálogos delicados e cheios de pontos potentes, seja pelas trocas intensas entre os personagens. As cenas mais fortes, como as da juventude de Antonio (Antonio Haddad), foram tratadas com grande delicadeza, transmitindo uma emoção arrebatadora.

Um dos pontos altos também fica com a atuação de Juliana Caldas, que tem uma participação breve, mas marcante, alternando entre humor ácido e drama com naturalidade. “Daniel Rezende conseguiu deixar o filme melhor do que o meu livro”, arriscou dizer Valter Hugo Mãe.

A estética do longa, filmado em locações como Búzios (RJ) e a Chapada Diamantina (BA), encaixa-se perfeitamente com as cenas e a atmosfera da história. A fotografia também merece todos os elogios, tornando-se uma atração à parte no projeto, que contou com uma equipe de peso.

A trilha sonora de Fábio Góes ajuda a criar um clima melancólico e naturalista, remetendo ao realismo poético característico da obra literária. Com esses elementos, a produção honra o lirismo e o olhar humano e compassivo de Valter Hugo Mãe.

Em sua essência, “O Filho de Mil Homens” é celebrado por “alargar a ideia de família”, propondo que os laços mais verdadeiros são construídos através do afeto e do acolhimento. Por mais que seja um filme “lento” — e isso não é um defeito —, a trama cumpre o que Rezende prometeu: levar o público a uma experiência emocional e profundamente humana. Assista de peito aberto e preparado para apreciar uma experiência impactante da adaptação.

Categories: ENTRETENIMENTO
Tags: CulturaJohnny MassaroO Filho de Mil HomensRodrigo Santoro