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O que fazer para impedir que Lula se reeleja de véspera

Por Metrópoles 09/10/2025 04:27
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À falta, até aqui, de candidato a presidente da República com pinta de vencedor, de unidade programática, de melhores ideias para o país, e à espera que o anjo decaído, Bolsonaro, indique por onde irá, a direita concluiu que, por ora, só lhe resta fazer uma coisa: impor derrotas ao governo na Câmara dos Deputados.

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Foi o que aconteceu, ontem, por 251 votos contra 193, quando a Câmara deixou vencer o prazo de validade da Medida Provisória editada como alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras. A medida previa a tributação de títulos de investimentos e cobranças retroativas de empresas de bets.

O governo sofrerá um impacto negativo de R$ 46,5 bilhões no orçamento até o ano que vem – R$ 31,6 bilhões em frustração de receitas e R$ 14,9 bilhões em medidas de contenção de gastos, e logo uma semana após a aprovação do projeto que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Em sua origem, a Medida Provisória que agora caducou buscava reforçar os caixas do governo com a elevação de tributação de bets e fintechs, e de alguns ativos financeiros, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Agropecuário (LCA). O setor produtivo oferecia forte resistência. A Câmara rendeu-se à pressão.

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Caberá ao governo encontrar outras fontes de arrecadação. Uma delas, segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), é o de ampliar o montante de recursos bloqueados no orçamento deste ano, inclusive com impacto em emendas parlamentares, o que poderia chegar a R$ 10 bilhões.

Embora negue, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, aconselhou deputados a votar contra a Medida Provisória. Chega de notícias boas para Lula, que há cinco meses parecia em desgraça. Recuperou-se com o tarifaço de Trump, o enterro da PEC da Bandidagem e programas de apelo popular.

Pesquisa da Genial/Quaest divulgada ontem mostrou que as taxas de aprovação e reprovação à gestão de Lula estão tecnicamente empatadas (49% a 48%). Em maio, a diferença entre as duas faixas era de 17 pontos percentuais. A aprovação de Lula disparou principalmente entre os mais ricos, e no Sul e Sudeste do país.

Se a eleição fosse hoje, Lula venceria todos os seus possíveis adversários, mas ela não é. Há muito chão a ser percorrido. E Lula está convencido de que seu adversário será Tarcísio, com Michelle Bolsonaro de vice. Tarcísio, o bonzinho, promete indultar Bolsonaro caso seja eleito.

 

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