Início / Versão completa
Geral

Renovação política só a partir das eleições de 2030, e olhe lá

Por Metrópoles 13/10/2025 04:26
Publicidade

Dos nomes da direita atualmente cotados para enfrentar Lula nas eleições do próximo ano, somente dois aparentam ter fôlego para chegar até lá: Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, e Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná.

Publicidade

Descarte Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás. E também a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL), deputado federal em fim de mandato, processado por conspirar contra os interesses do Brasil nos Estados Unidos.

Michelle depende do consentimento do marido que teme perdê-la para o mundo masculino da política. Bolsonaro já perdeu duas mulheres para a política e os negócios sujos. Não quer perder a terceira. Tanto mais agora, condenado a 27 anos de prisão.

O União Brasil não garante apoio à candidatura de Caiado porque preferiria se alinhar a Tarcísio. Esse, ainda não decidiu se disputará a reeleição ou se topará concorrer à Presidência da República. Espera o sinal verde de Bolsonaro e de Eduardo.

Publicidade

O pior cenário possível para Tarcísio seria receber a benção de Bolsonaro, renunciar ao governo de São Paulo, e mais adiante esbarrar no veto de Eduardo. O filho zero 3 de Bolsonaro carece de força para se eleger, mas pode travar o crescimento de Tarcísio.

Romeu Zema (NOVO), governador de Minas Gerais, diz-se candidato só para valorizar seu passe. Vale-se da fama de que candidato a presidente só se elege se vencer em Minas. Ele quer ser um importante cabo eleitoral de quem possa derrotar Lula.

Ratinho Junior poderá ser o candidato dos eventuais órfãos de Tarcísio. Com a vantagem de não ser identificado com Bolsonaro como Tarcísio é, e a desvantagem do nome que carrega. “Chega de ratões. O homem da hora é Ratinho.” Que tal?

Segundo a mais recente pesquisa da Quaest, hoje haveria espaço de sobra para o surgimento de um candidato outsider, estranho aos quadros partidários, com perfil mais técnico, e boas propostas para solucionar os principais problemas do país.

Não é provável que surja. O bolsonarismo enfraqueceu-se, mas resiste. O lulismo está em alta. De um desses polos sairá o próximo presidente. Renovação, só a partir da eleição de 2030. E olhe lá.

 

Todas as Colunas do Blog do Noblat no Metrópoles

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.