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Caso Epstein: Trump sanciona lei que prevê liberação de arquivos

Por Metrópoles 19/11/2025 23:26
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Em uma reviravolta política, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou nesta quarta-feira (19/11) o projeto de lei que determina a divulgação de todos os arquivos da investigação sobre o bilionário Jeffrey Epstein.

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A assinatura ocorre um dia após o Congresso norte-americano aprovar o texto quase por unanimidade: 427 votos a favor e apenas 1 contra.

O único voto contra veio da deputada republicana Clay Higgins, que afirmou que a lei poderá “ferir pessoas inocentes”, como testemunhas, familiares ou pessoas apenas citadas nos documentos, se a divulgação for ampla demais.

No Senado, o projeto seguiu por consentimento unânime, sem necessidade de debate extensivo. Legisladores de diferentes espectros políticos uniram forças para enviar a lei ao presidente, em meio à pressão por transparência.

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Caso Epstein

O que a lei determina

A nova lei obriga que todos os registros não classificados da investigação contra o bilionário Epstein – incluindo comunicações, documentos investigativos e relatórios – sejam disponibilizados ao público no site do Departamento de Justiça, em formato pesquisável e para download, em até 30 dias após a sanção presidencial, ocorrida nesta quarta.

O texto, entretanto, tem ressalvas. Informações que possam comprometer investigações em curso ou expor a identidade de vítimas poderão ser protegidas. Além disso, o Departamento de Justiça deve fornecer aos comitês de Justiça do Congresso uma lista completa de “pessoas politicamente expostas” mencionadas nos documentos.

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Virada de Trump e tensões

A decisão de assinar o projeto marca uma mudança significativa na postura de Trump. Por meses, ele tachou a demanda por esses arquivos como uma “fraude democrata”.

A divulgação pelo Wall Street Journal de uma suposta carta enviada por Donald Trump a Jeffrey Epstein, contendo um desenho de uma mulher nua e frases insinuando “segredos compartilhados”, adicionou uma camada explosiva ao debate sobre a liberação dos arquivos do caso.

Embora Trump negue a autenticidade do documento, afirme que “não desenha mulheres” e tenha ameaçado processar o jornal, o episódio reacendeu suspeitas sobre a proximidade entre ele e Epstein.

A repercussão da carta fortaleceu pressões por transparência e alimentou a narrativa de que apenas a abertura completa dos registros poderia esclarecer eventuais vínculos incômodos entre figuras poderosas e o financista condenado.

Sob crescente pressão – inclusive de membros da própria base do Make America Great Again –, ele mudou de posicionamento e passou a apoiar o texto que determina a divulgação de todos os arquivos da investigação, instruindo republicanos a votarem a favor.

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