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Doenças gengivais e cáries podem aumentar risco de AVC, aponta estudo

Por Metrópoles 14/11/2025 07:28
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Um estudo realizado pela Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e publicado na revista Neurology Open Access, descobriu que pessoas com cáries e doenças gengivais apresentavam quase o dobro do risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em comparação a indivíduos com saúde bucal em dia. Os dados se mostraram concretos mesmo após o controle dos fatores de risco cardiovascular.

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Entenda o estudo

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Os estudiosos levaram em consideração fatores contribuintes comuns, a exemplo do índice de massa corporal e tabagismo. Ainda assim, os cálculos finais indicaram que pessoas com doenças gengivais tinham um risco 44% maior de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em comparação com pessoas com boa saúde bucal.

Estudo associa doença gengival e cáries a maior risco de AVC

Visto que as descobertas descrevem apenas uma associação, os cientistas só podem pressupor o motivo dessa relação. Entretanto, pesquisas anteriores já sugerem que a inflamação e as bactérias da boca podem se espalhar para outras áreas do corpo, trazendo riscos para a saúde cardiovascular e aumentando a probabilidade de formação de coágulos.

Estudos precedentes encontraram bactérias orais nas placas que podem se acumular e pressionar as artérias, levando à formação de coágulos e ao estímulo de acidentes vasculares cerebrais isquêmicos.

Cuidados básicos com a saúde bucal

Os dados coletados pela Universidade da Carolina do Sul levam ao reforço da importância de manter a saúde bucal em dia, inclusive, como forma de prevenção ao AVC. Os cuidados incluem escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia com creme dental fluoretado, usar o fio dental diariamente e realizar visitas regulares ao dentista. “A prevenção começa com hábitos simples, mas consistentes”, frisa a cirurgiã-dentista Diana Fernandes.

“Além disso, o controle da alimentação tem papel importante: o consumo excessivo de açúcar e carboidratos refinados alimenta as bactérias causadoras de cáries. E, claro, é importante estar atento a sinais precoces como sangramento gengival, mau hálito ou sensibilidade — esses sintomas indicam inflamação e precisam de avaliação profissional”, acrescenta Diana.

Em conversa com a coluna Claudia Meireles, a especialista afirma que hoje, com o avanço da odontologia, há tecnologias como o escâner intraoral, o laser e o Airflow, que permitem diagnósticos mais precisos e limpezas indolores, facilitando o cuidado contínuo da saúde bucal. “Cuidar da boca é cuidar do corpo inteiro. Uma boca saudável reflete um organismo equilibrado”, aconselha.

Realizar visitas regulares ao dentista é crucial para manter a saúde bucal em dia

No que diz respeito à pesquisa mencionada acima, a dentista explica que a saúde bucal e a saúde cardiovascular estão muito mais conectadas do que se imagina. Ela conta que a boca abriga milhões de bactérias, e quando há inflamações gengivais ou cáries não tratadas, essas bactérias podem migrar para a corrente sanguínea.

“Esse processo desencadeia uma resposta inflamatória sistêmica, que favorece o acúmulo de placas nas artérias e pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares, como o AVC e o infarto”, relata a profissional.

Em outras palavras, a inflamação crônica causada por doenças gengivais não fica restrita à boca — ela impacta todo o organismo. “Por isso, manter uma boa saúde bucal é também uma forma de prevenir doenças graves e preservar o equilíbrio geral do corpo”, reitera.

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