Em Sena, irmã pede ajuda as autoridades para irmão com problemas mentais em situação de rua
Por Cris Menezes01/11/2025 16:16Atualizado em 01/11/2025 16:16
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Imagem cedida
A redação do YacoNews foi procurada por Alderlândia de Lima, irmã de José Leandro de Lima Nunes, de 28 anos, que vive atualmente em situação de rua em Sena Madureira. O jovem enfrenta sérios problemas de saúde mental, e segundo a família, apesar de todas as tentativas de buscar ajuda, nenhum órgão público tem oferecido uma solução efetiva.
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Alderlândia contou que já procurou o Ministério Público, a Defensoria, o CAPS, o hospital e até a delegacia, mas até o momento não obteve retorno concreto. Ela relata que José Leandro chegou a ser internado no Hospital de Saúde Mental (Hosmac), em Rio Branco, após um surto, mas foi liberado poucos dias depois, ainda em crise.
“Esses dias, com muita luta, consegui levá-lo até o hospital. Ele estava surtando lá no posto do Roselão, não obedecia mais ninguém. Chamei a polícia, mas os policiais disseram que não podiam fazer nada porque ele tem laudo. Só depois que ele começou a quebrar umas coisas em outro posto é que conseguiram levá-lo. Aí, com muito esforço, eu consegui a internação, mas passou só cinco dias. No dia que deram alta, ele ainda estava em surto”, contou Alderlândia.
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A irmã lamenta que, mesmo com laudo médico e diagnóstico confirmado, não há suporte suficiente na rede pública para garantir o tratamento contínuo do irmão. Ela afirma que a situação da família é de desespero e pede que as autoridades de saúde e assistência social tomem providências urgentes.
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“A gente já procurou o Ministério Público, o CAPS, todos os lugares que mandam procurar ajuda. Mas o CAPS, na situação que ele está, não resolve mais. A gente precisa de uma internação compulsória, porque sozinho ele não tem mais controle. Minha mãe está adoecendo com tudo isso. É muito triste ver ele assim e ninguém fazer nada.”
Além do sofrimento da família, Alderlândia denuncia que José Leandro tem sido alvo de deboche e exposição nas redes sociais, o que agravou ainda mais a dor de quem tenta ajudá-lo.
“É revoltante ver as pessoas filmando ele nas ruas, fazendo piada. Ele tem família, e a gente sofre muito vendo isso. A internet deveria servir pra ajudar, não pra humilhar.”
A família pede, mais uma vez, a atenção e a intervenção das autoridades de saúde, Ministério Público e Prefeitura de Sena Madureira, para que José Leandro receba o tratamento adequado e seja retirado das ruas antes que algo mais grave aconteça.
“A gente só quer que ele tenha uma chance de recomeçar. Que as autoridades olhem por ele e por tantas outras pessoas que vivem isso. Antes que seja tarde demais”, finalizou Alderlândia.
O espaço segue aberto para manifestação das autoridades competentes
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