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Flávio e Eduardo Bolsonaro encontram ministro de Bukele em El Salvador

Por Metrópoles 19/11/2025 03:26
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Os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro desembarcaram em São Salvador, capital de El Salvador, na segunda-feira (17/11) para agendas sobre segurança pública. O senador e o deputado federal esperavam ter um encontro com o presidente do país, o líder de extrema direita Nayib Bukele, que até o momento não confirmou uma agenda com os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Nessa terça-feira (18/11), os dois tiveram uma reunião com o ministro da Segurança de El Salvador, Gustavo Villatoro. Chefe da segurança pública do país desde 2021, Villatoro está sendo o responsável por receber parlamentares brasileiros que visitam o país nos últimos meses. Na semana passada, ele teve um encontro com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

Segundo Eduardo, o ministro explicou “em detalhes como El Salvador deixou de ser o país mais violento do mundo para se tornar o mais seguro do hemisfério ocidental”.

Eduardo, que está auto exilado nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, afirmou que o “milagre Bukele” se baseia em três pilares: “Autoridade e coragem para romper com o sistema que protegia o crime, leis duras contra facções e ação massiva e controle territorial total”.

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“Levo este conhecimento para o Brasil com a certeza de que é possível, sim, recuperar nosso país do domínio das facções. Basta vontade política, coragem e leis que funcionem”, escreveu Eduardo. “O Brasil tem muito a aprender com El Salvador e nós estamos aqui exatamente para isso!”, completou.

O senador Flávio Bolsonaro viajou a El Salvador em missão oficial como presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado. Ele pediu para fazer a viagem sob o pretexto de tratar das medidas contra a criminalidade. Pelas redes sociais, ele compartilhou um vídeo do encontro com Villatoro. Confira o vídeo:

 

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Uma publicação compartilhada por Flávio Bolsonaro (@flaviobolsonaro)

“A experiência salvadorenha prova que é possível derrotar a criminalidade. O Brasil tem jeito”, escreveu Flávio na publicação.

“Milagre Bukele”

Desde que assumiu a presidência em 2019, Bukele impôs um modelo radical de combate ao crime, ancorado em prisões em massa, estado de exceção permanente e vigilância militar constante.

Mais de 75 mil pessoas foram presas por suposta ligação com gangues — em muitos casos, sem provas ou acesso à defesa — e o país ganhou notoriedade com a construção do CECOT (Centro de Confinamento do Terrorismo), uma mega prisão com capacidade para 40 mil detentos, sem visitas ou comunicação externa.

O impacto foi direto. A taxa de homicídios caiu para 1,9 por 100 mil habitantes, a menor das Américas. Bukele se apresenta como um vencedor da “guerra contra as gangues” e desafia abertamente a comunidade internacional, que o acusa de atropelar direitos humanos e o devido processo legal.

Organizações como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional denunciam torturas, detenções arbitrárias e mortes sob custódia. Ainda assim, o modelo se espalha pela América Latina.

Equador, Honduras, Argentina, Peru e Guatemala já adotaram — ou estudam adotar — variações do “modelo Bukele”. No Equador, o presidente Daniel Noboa lançou uma série de medidas inspiradas em El Salvador, incluindo mega prisões e toque de recolher.

Honduras autorizou a construção de um presídio para 20 mil detentos. Na Argentina, a ministra Patricia Bullrich sinalizou apoio a medidas semelhantes.

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