O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil/SP) afirmou ao portal LeoDias que o Partido Missão, legenda criada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), está “em fase final” de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deve estrear nas eleições de 2026 com Renan Santos como candidato à Presidência da República. Segundo Kataguiri, o julgamento de homologação da sigla começa nesta terça-feira (4/11), e ele pretende acompanhar o processo presencialmente.
“Hoje, começa o julgamento do partido no Tribunal Superior Eleitoral. Inclusive, eu vou acompanhar, às 19 horas, presencialmente. E a nossa ideia é, justamente, ter a candidatura à presidência da República do Renan Santos, disputar governos estaduais, formar uma bancada de deputados federais e mostrar que o Partido Missão é o único que tem um projeto estruturante de país. E a gente vai colocar essas candidaturas já nas eleições do ano que vem”, afirmou o deputado em entrevista ao portal LeoDias. As diretrizes do programa foram reunidas no chamado “Livro Amarelo”, uma série de teses temáticas que deve nortear o plano de governo e as campanhas estaduais e federais do grupo.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Onça-pintada é o mascote oficial do Partido Missão, criado pelo MBLReprodução: Instagram/Partido Missão Parlamentares acionam MPF e pedem retirada de músicas de Poze do Rodo e Oruam por apologia ao crimeReprodução: Câmara dos Deputados Plenário da Câmara dos DeputadosReprodução: Câmara dos Deputados “Taxa das Blusinhas” é lei federalFoto: Joédson Alves/Agência Brasil A poucos dias para entrar em vigor tarifa estadunidense sob o Brasil, Lula condena Eduardo e Jair Bolsonaro sobre a taxaçãoReprodução: YouTube/Canal Gov
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Embora o nome de Kataguiri tenha sido cogitado para uma disputa nacional, ele descartou qualquer candidatura presidencial por não ter idade mínima exigida. “Eu não posso disputar a presidência, porque eu não tenho idade. O pré-candidato à presidência da República do Partido Missão é o Renan Santos. O partido está em fase final”, explicou.
Além do cenário partidário, Kataguiri também tem se concentrado em outra frente: o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação sobre compras internacionais de até 50 dólares. Autor do projeto que elimina a cobrança, o deputado afirma que a medida do governo Lula para aumentar a arrecadação “fracassou” e prejudicou consumidores de baixa renda.
“O governo Lula esperava arrecadar mais com o aumento do imposto de importação. Só que o que aconteceu é que o governo não arrecadou mais. Pelo contrário, você teve um prejuízo bilionário nos Correios, que deixou de fazer essas entregas das importações. Quem deixou de comprar são, principalmente, as classes mais baixas. Então, o governo imaginou que as pessoas continuariam comprando, só que com o imposto, pagando mais. E o que aconteceu é que as pessoas, simplesmente, deixaram de comprar. E quando as pessoas deixam de comprar, a arrecadação diminui”, disse. Para ele, o lobby dos varejistas nacionais é o principal entrave para a tramitação da proposta.
Kataguiri acredita que há um momento político favorável para aprovar o projeto até o Natal, aproveitando a impopularidade do aumento do imposto. “O próprio governo viu que não valeu a pena para ele, que não aumentou a sua arrecadação. Porque aumento de imposto, sempre tem aqui o governo Lula, o ministro Haddad, sempre enviam para o Congresso Nacional e aprovam. Agora, no caso da taxa das blusinhas, eles aumentaram o imposto, não aumentou a arrecadação e eles ainda levaram a impopularidade”, concluiu.
A regra tributária, em vigor desde 1º de agosto de 2024, elimina a isenção de imposto de importação para compras online de até US$ 50 feitas em sites estrangeiros e aplica uma alíquota de 20% sobre esse valor, acompanhada pela incidência do ICMS estadual. Estudos recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que cerca de 38% dos consumidores deixaram de comprar produtos importados devido aos novos encargos: aumentou de 13% para 38% o número de pessoas que desistiram por causa do tributo.