Márcia Dantas, apresentadora da Jovem Pan News, respondeu nesta quinta-feira (6/11) ao vídeo publicado por Márcio Gomes, jornalista da CNN, que reclamou dos valores da alimentação na COP 30, realizada em Belém, no Pará. No registro, Márcio contou ter pago R$ 99 por dois salgados e uma lata de refrigerante, o que gerou debate nas redes sobre o custo da gastronomia regional.
“Amigos, nesse primeiro dia de discussões sobre o clima, eu fui buscar um salgadinho e tá caro. Essa quiche de espinafre mais esse refrigerante zero, deu setenta reais”, disse o jornalista. Em seguida, mostrou um segundo salgado: “Comprei esse camarão com queijo, deu 28 reais. Ou seja, aqui deu noventa e nove reais.” relatou o âncora da CNN.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Jornalista da CNN gasta R$ 99 em lanche na COP30 e expõe: “Muito caro”Reprodução: Instagram @marciogreporter Márcia Dantas apresenta novo programa da Jovem Pan NewsReprodução/Instagram/@marciadantastv Márcio Gomes relatando tentativa de assalto em São PauloReprodução Instagram/montagem Lula e COP30Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Márcia, que nasceu em Belém, destacou que antes de criticar é preciso entender o valor cultural e logístico dos ingredientes típicos da região:”Eu fui pesquisar porque, como paraense, fiquei com isso na cabeça. O queijo do Marajó é uma indicação geográfica. Ele é feito com leite de búfala na Ilha do Marajó e segue regras rígidas. Não é um produto comum”, afirmou.
Ela também comparou com os preços cobrados em grandes capitais. “O quilo do queijo pode custar até R$ 200. Se um salgado leva 70 gramas, só o queijo já representa cerca de R$ 14. Aí soma mão de obra, energia e transporte. Chegar a R$ 29 não é absurdo. Aqui em São Paulo se paga R$ 29 em pão com ovo gourmetizado, sem reclamar”, destacou Márcia.
A jornalista reforçou que para o queijo chegar até Belém, o processo é complexo: “Só o trajeto já encarece tudo. Se for lancha, são três horas e meia de viagem. Se for barco comum, pode levar até 24 horas. É um produto que precisa ser refrigerado e manuseado com cuidado. É artesanal, é raro e tem valor”.
Para completar, a apresentadora ainda questionou: “Quando é produto artesanal da Amazônia, aí é caro? Aí reclamam? Mas quando é algo ‘gourmetizado’ na Paulista, é normal? A gente precisa aprender a valorizar o nosso”.