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Minha fraude, minha vida: sem trabalho, “Deusa” guardava R$ 100 mil

Por Metrópoles 19/11/2025 01:27
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Apesar de não ter emprego formal, renda comprovada ou qualquer atividade profissional conhecida, Anna Karolina e Silva, 37 anos, mais famosa no mundo do crime como “Deusa do golpe”, mantinha em sua conta corrente um saldo superior a R$ 100 mil, incompatível com sua realidade declarada.

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O montante chamou atenção dos investigadores e se tornou um dos elementos que reforçaram as suspeitas sobre o envolvimento da mulher em um amplo esquema de fraudes bancárias interestaduais.

Na manhã dessa terça-feira (18/11), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a fase final da Operação Liveness, que levou à prisão preventiva da acusada e à desarticulação do núcleo responsável por adulterar biometrias, acessar contas de vítimas e lavar cifras milionárias desviadas de instituições bancárias.

Segundo a PCDF, a golpista é formalmente investigada pelos seguintes delitos:

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A lista criminal evidencia o grau de articulação e periculosidade da investigada, que operava como chefe de uma estrutura criminosa ramificada e altamente especializada.

R$ 500 mil bloqueados

A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, todos expedidos pela Justiça do Distrito Federal. As ações ocorreram simultaneamente no DF, no Rio de Janeiro e em Goiás, com apoio das polícias civis locais.

Durante as investigações, a PCDF representou pelo sequestro de bens ligados ao grupo, resultando no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 500 mil em valores ilícitos.

O grupo comandado por Anna Kaolina utilizava documentos falsificados para substituir a biometria de clientes diretamente nas agências bancárias, permitindo acesso completo às contas das vítimas. A partir disso, realizavam:

Para ocultar a origem dos valores, a quadrilha pulverizava o dinheiro entre diversas contas e adquiria veículos em nome de terceiros, estratégia típica de lavagem de capitais. Celulares, documentos e mídias eletrônicas foram recolhidos e serão periciados pela DCV/CORF. A análise deve revelar novos envolvidos, rotas financeiras e possíveis outras vítimas da organização.

 

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