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Advogado preso após ritual satânico ameaçava ex, que dormia trancado por medo

Por Metrópoles 30/12/2025 02:27
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O advogado João Paulo Leandro Mendes Mendonça Carréra (foto em destaque), 34 anos, suspeito de matar um homem e queimar o corpo em um galpão abandonado na área rural do Sol Nascente (DF), já ameaçou e tentou agredir um ex-companheiro, com quem viveu 12 anos.

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Em um dos vários processos pelos quais o advogado responde, o qual o Metrópoles teve acesso, João Paulo é réu em uma disputa de divisão de bens do ex-casal, uma residência que os dois compraram e construíram juntos.

No documento, a defesa do ex de João Paulo, para explicar a situação do imóvel, acusa o advogado de ameaça, intimidação e tentativa de agressão, além de intimidação e extorsão.

Comportamento

À reportagem o ex-companheiro do advogado disse que no início, era um relacionamento muito bom. “A situação se agravou próximo à pandemia, quando decidi construir uma casa para trazer meus pais para morar comigo, pois eu era o curador deles”, afirmou.

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De acordo com o homem, foi a partir daí que as coisas começaram a mudar. “Em fevereiro de 2020 teve o primeiro surto, por causa da obra da casa, chegando ao ponto dele ficar quatro dias no local, sem comer e sem tomar banho, depois que a construtora faliu”, lembrou.

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Outra situação que chamou a atenção foi a quantia que o advogado convenceu a ex-sogra a emprestar, para a compra e reconstrução do imóvel. “Ele convenceu minha mãe a emprestar R$ 450 mil. Fiquei sabendo apenas quando o gerente do banco me ligou, desconfiado, porque o João queria que o dinheiro fosse depositado na conta dele”, recordou.

Lábia e violência

Após um tempo, o homem desistiu da curatela da mãe, o que teria causado a revolta do advogado. “Dias depois disso, o João chegou em casa bastante alterado, dizendo que precisava de R$ 17 mil para pagar um advogado que estava o defendendo em um processo e que não tinha como pagar. Ele reclamou que eu deveria ter ficado com a curatela da minha mãe, pois ela teria o dinheiro para emprestar para ele”, comentou.

“Depois disso, passei a me sentir bastante ameaçado e intimidado por ele, fazendo com que eu dormisse em um quarto separado e com a porta trancada, por medo de ele me agredir ou tentar algo pior”, desabafou.

Após o início da pandemia, preocupado com a saúde dos pais, o rapaz queria acelerar a obra e, para conseguir comprar itens para o imóvel, foi convencido pelo advogado a pegar R$ 27 mil da conta do próprio pai.

Isso ocasionou outra situação, que culminou no processo de divórcio do casal. “Soube que eu não poderia ter feito isso e vendi meu carro para repor os R$ 27 mil. Foi quando ele ficou louco e tentou me esganar. Nesse momento, decidi me separar”, recordou.

Ameaças

O ex-marido do advogado contou que, durante o processo de divórcio, João mandou mensagens pedindo para voltar. “Mas, quando viu que não daria certo, o tom mudou e ele passou a me ameaçar, por e-mail, dizendo inclusive que faria macumbas”, ressaltou.

De acordo com ele, até o momento, João Paulo não pagou nada dos R$ 450 mil. O processo que envolve os bens do casal transitou em julgado e o advogado terá que vender o imóvel, e utilizar o valor para quitar a dívida com o ex, que chegou a R$ 690 mil, por causa dos R$ 240 mil, da venda de um apartamento, que Bruno usou para investir na casa comprada.

“Este ano, ele apareceu nos arredores do local onde moro atualmente, chegando a perguntar para o porteiro sobre detalhes da minha vida. O porteiro me avisou e eu vi, pela janela, que ele estava nos arredores do prédio”, finalizou.

Ritual satânico

João Paulo Leandro Mendes Mendonça Carrera é o principal suspeito investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no caso do corpo carbonizado encontrado na manhã de domingo (28/12), em uma área rural da região do Sol Nascente (DF).

O suspeito, que foi detido e conduzido à delegacia, possui cerca de 30 passagens policiais, segundo registros consultados pelos investigadores.

A motivação do crime ainda está sendo apurada, mas uma das linhas iniciais de investigação aponta para a possibilidade de envolvimento em um suposto “ritual satânico”.

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