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MUNDO

Ataque a tiros durante celebração judaica deixa mortos e feridos em praia da Austrália

Por Cris Menezes 14/12/2025 09:16 Atualizado em 14/12/2025 09:16
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‘Herói genuíno’ desarmou assassino de praia em Sydney, diz autoridade australiana

Um ataque a tiros registrado neste domingo (14) na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, deixou ao menos 11 pessoas mortas e outras 11 feridas, incluindo dois policiais. Um dos suspeitos morreu no local, enquanto o outro foi detido em estado crítico. As autoridades investigam ainda a possível participação de um terceiro envolvido.

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O ataque ocorreu durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah. Em coletiva de imprensa, o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, classificou o episódio como um “incidente terrorista” e afirmou que as investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do crime.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram um dos atiradores sendo desarmado por um homem que, sozinho, enfrentou o agressor após os disparos. O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, elogiou a atitude e descreveu a cena como impressionante. O homem que conteve o atirador foi atingido por dois tiros, um no braço e outro na mão. Segundo familiares, ele tem 43 anos, trabalha como vendedor de frutas e se recupera bem no hospital.

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O tirando

De acordo com a polícia, um objeto que pode ser um artefato explosivo foi localizado em um veículo próximo à praia. Outros itens suspeitos também foram encontrados na área, que foi isolada para a atuação de equipes especializadas. Ao todo, 29 pessoas foram levadas para hospitais de Sydney, incluindo os dois policiais feridos, todos em estado grave.

O diretor-geral da inteligência australiana (ASIO), Mike Burgess, afirmou que a agência analisa a identidade dos atiradores e se há risco de novos ataques. Segundo ele, o nível de ameaça terrorista no país permanece classificado como “provável”.

Autoridades australianas e líderes internacionais condenaram o ataque. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou que as imagens vindas de Bondi são “angustiantes e chocantes”. A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, classificou o atentado como “repugnante” e manifestou solidariedade às famílias das vítimas e à comunidade judaica.

A ONU, por meio do secretário-geral António Guterres, condenou o que chamou de “ataque hediondo e mortal”. Os Estados Unidos também repudiaram o atentado, assim como a Confederação Israelita do Brasil (Conib), que divulgou nota expressando consternação e apoio à comunidade judaica da Austrália.

As investigações continuam, enquanto a segurança foi reforçada em áreas públicas e eventos ligados à comunidade judaica em todo o país.

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