9 de junho de 2026

Bebê morta com cinto em creche irregular esperava vaga na rede pública

Bebê morta com cinto em creche irregular esperava vaga na rede pública
Bebê morta com cinto em creche irregular esperava vaga na rede pública

A bebê Laura Rebeca Ribeiro dos Santos, de 1 ano e 4 meses, que morreu asfixiada com o cinto do bebê conforto em uma creche privada clandestina, aguardava uma vaga na rede pública de ensino do Distrito Federal.

A informação foi repassada pela avó da criança, Aparecida Maria, ao Metrópoles. Em nota, a secretaria de Educação do DF confirmou que a criança estava na fila da creche.

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“A criança citada aguardava vaga em creche pública, teve a inscrição validada em abril e estava regularmente inscrita para atendimento conforme o fluxo de chamamento da rede, de acordo com a oferta de vagas disponível”, afirmou a pasta.

“A oferta varia conforme a idade da criança, a Regional de Ensino e a capacidade de cada unidade”, acrescentou.

A secretaria informou ainda que na região da Ceilândia, Pôr do Sol e Sol Nascente existem 48 creches públicas, com 6.341 vagas.

Bebê morta com cinto em creche irregular esperava vaga na rede pública - destaque galeria3 imagensDe acordo com informações preliminares, a menina teria ficado presa ao cinto da cadeirinha, conhecida como bebê conforto, enquanto dormia e morrido asfixiada.A bebê de apenas 1 ano e 5 meses morreu, na tarde desta quinta-feira (11/12), enquanto estava sob supervisão de uma cuidadora. Fechar modal.MetrópolesO caso ocorreu em Ceilândia1 de 3

O caso ocorreu em Ceilândia

| BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoDe acordo com informações preliminares, a menina teria ficado presa ao cinto da cadeirinha, conhecida como bebê conforto, enquanto dormia e morrido asfixiada.2 de 3

De acordo com informações preliminares, a menina teria ficado presa ao cinto da cadeirinha, conhecida como bebê conforto, enquanto dormia e morrido asfixiada.

| BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoA bebê de apenas 1 ano e 5 meses morreu, na tarde desta quinta-feira (11/12), enquanto estava sob supervisão de uma cuidadora. 3 de 3

A bebê de apenas 1 ano e 5 meses morreu, na tarde desta quinta-feira (11/12), enquanto estava sob supervisão de uma cuidadora.

| BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Entenda o caso

  • Laura morreu enquanto estava sob a responsabilidade de uma cuidadora que fez da própria casa uma creche clandestina.
  • A menina morreu na tarde de quinta-feira  (11/12), no QNO 6 conjunto P no Setor O, em Ceilândia.
  • Genitora da menina, Lorrany Stephane, que é mãe solteira, precisou sair para trabalhar e não tinha com quem deixar a filha.
  • Normalmente, uma avó ficava com a criança, mas neste dia ela tinha outro compromisso e não pôde ficar com a bebê.
  • Diante da situação, Lorrany buscou uma alternativa e deixou a menina aos cuidados de uma pessoa indicada por uma colega.

Bebê morta com cinto em creche irregular esperava vaga na rede pública - destaque galeria4 imagensLorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor OCreche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempoMãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.Fechar modal.MetrópolesBebê morreu asfixiada em bebê-conforto dentro de uma casa que funcionava como creche irregular, em Ceilândia1 de 4

Bebê morreu asfixiada em bebê-conforto dentro de uma casa que funcionava como creche irregular, em Ceilândia

ReproduçãoLorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor O2 de 4

Lorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor O

ReproduçãoCreche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo3 de 4

Creche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo

ReproduçãoMãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.4 de 4

Mãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.

Reprodução

 

A casa onde a bebê ficou era uma espécie de creche clandestina. Uma cuidadora recebia crianças para um serviço particular e não autorizado pelos órgãos públicos.

Segundo a mãe, a tragédia ocorreu no primeiro dia em que a Laura ficou aos cuidados de terceiros.

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“Eu precisava trabalhar, não tinha com quem deixar. Foi por isso que aceitei levar ela lá. A moça disse que era referência, que tinha câmera, que eu podia confiar, e ainda prometeu me mandar fotos da Laura”, relatou.

 

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Informações preliminares apontam que a menina morreu enforcada no cinto do bebê conforto após ficar dormindo no equipamento. A cuidadora teria relatado à polícia que duas horas após ter colocado a menina para dormir voltou para vê-la, pois estranhou que ela estava demorando para acordar. Ao chegar ao local, teria encontrado a menina já morta.

A família da menina foi acionada e ao chegar ao local, pai e avó encontraram o corpo da criança sobre o sofá da casa.

A avó da menina, Aparecida Maria, relatou que Laura estava com um hematoma extenso no pescoço e com o nariz sangrando. “Não tem como entender uma pessoa cuidar de uma criança e deixá-la morrer asfixiada daquele jeito. Estamos arrasados. A Laurinha era alegre, cheia de saúde. É muito difícil”, relatou ao Metrópoles.

A Polícia Civil, por meio da 24ª DP, investiga o caso.