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CNJ: credenciais de juízes foram usadas para facilitar fuga de presos em MG

Por Metrópoles 24/12/2025 06:27
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se manifestou sobre a fuga de quatro presos fugiram do sistema prisional em Belo Horizonte (MG), após apresentarem alvarás de soltura falsificados. Por meio de nota, a instituição negou uma “invasão ou violação estrutural aos sistemas judiciais” e informou que houve o “uso fraudulento de credenciais legítimas de acesso, obtidos de forma ilícita”.

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De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), um dos fugitivos foi localizado e preso na manhã dessa terça-feira (23/12). Três estão foragidos.

A fraude foi coordenada por um hacker que já estava preso e foi alvo de uma operação no início de dezembro, suspeito de invadir sistemas do CNJ.

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As investigações indicam que o grupo atuava na manipulação de sistemas judiciais, com alterações indevidas em mandados de prisão e alvarás de soltura, como em credenciais vinculadas a magistrados e servidores do TJMG para acessar sistemas do CNJ, o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) e o Registro Nacional de Veículos Automotores Judicial (Renajud).

O TJMG informou que todas as ordens judiciais irregulares foram identificadas e canceladas em menos de 24 horas. As forças de segurança estaduais e federais foram acionadas para recapturar os fugitivos, mas a data da fuga e o nome da unidade prisional não foram divulgados.

De acordo com o CNJ, “não há, até o momento, qualquer indício de falha sistêmica ou do envolvimento funcional de servidores”.

Os fugitivos são:

Leia a nota do CNJ:

“O Conselho Nacional de Justiça esclarece que não houve invasão ou violação estrutural aos sistemas judiciais sob sua administração. As ocorrências em apuração referem-se ao uso fraudulento de credenciais legítimas de acesso, obtidas de forma ilícita.

No caso informado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, as ordens fraudulentas foram identificadas em menos de 24 horas, devidamente canceladas, com restauração dos mandados prisionais, além do imediato acionamento dos órgãos de segurança estaduais e federais para a recaptura dos foragidos, com determinação expressa para a rigorosa apuração dos fatos.

O CNJ acompanha permanentemente episódios dessa natureza, mantém procedimentos próprios de controle e tem buscado o aprimoramento contínuo dos protocolos de segurança de seus sistemas, atuando em articulação com outros atores responsáveis.

Não há, até o momento, qualquer indício de falha sistêmica ou do envolvimento funcional de servidores”.

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