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Com Helissandra de volta, PL também pode vencer no TSE?

A recente liminar do TSE que devolveu o mandato a Helissandra — cassada pelo mesmo motivo de “fraude à cota de gênero” — acendeu uma luz de esperança para os vereadores do PL que também foram atingidos pela decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). Se a Corte Superior entendeu haver “plausibilidade jurídica” para a reversão em um caso, não parece haver razão técnica para tratar os demais casos de forma substancialmente diferente — desde que os argumentos de defesa sejam equivalentes.

Por isso, cabe aos ex-vereadores do PL observar a evolução do caso de perto. A jurisprudência que se consolida com o retorno de Helissandra pode servir de fundamento para seus próprios recursos, e há uma janela real de possibilidade de reverter a cassação.

Na sessão do dia 28 de novembro de 2025, o TRE-AC decidiu, por 4 votos a 2, cassar toda a chapa proporcional do PL em Sena Madureira. A decisão atingiu os mandatos de:

A cassação se baseou em alegações de que o PL registrou candidaturas femininas fictícias — três mulheres que, segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), teriam recebido poucos votos, sem campanha real, sem movimentação financeira — apenas para cumprir a cota mínima de gênero.

Com a anulação da chapa, todos os votos dados ao PL em 2024 foram cancelados, e os mandatos dos três vereadores caíram imediatamente — ou seja, a cassação foi com efeitos imediatos.

Desde então, eles aguardam os trâmites formais para recorrer da decisão. O pedido de recurso ao TSE já é anunciado por suas defesas.

O que os outros três vereadores podem esperar — e por que o contexto de Helissandra importa?

O caso em Sena Madureira ilustra a tensão entre a busca por representatividade feminina — garantida por lei — e o combate a fraudes eleitorais. A decisão recente do TSE que restabeleceu o mandato de Helissandra sinaliza que, mesmo quando há suspeitas graves, a Justiça Eleitoral está disposta a reavaliar os casos com profundidade, especialmente quando há chance de anular os efeitos de sanções que atingem a democracia representativa.

Para os ex-vereadores do PL, o momento exige paciência, planejamento jurídico rigoroso e atenção ao desenrolar dos precedentes. Mais do que uma disputa de cargos, o desfecho desse processo pode influenciar como o sistema eleitoral brasileiro trata casos parecidos no futuro — e definir se a cota de gênero continuará sendo apenas um requisito formal, ou de fato um instrumento de inclusão e representação.

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