Defesa de Rodrigo Bacellar afirma que deputado não obstruiu investigação da PF contra crime organizado

Defesa de Rodrigo Bacellar afirma que deputado não obstruiu investigação da PF contra crime organizado

A prisão preventiva do deputado e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, motivou forte reação da defesa. Em nota encaminhada ao portal LeoDias pela assessoria da Alerj, o advogado Bruno Borragine negou que o parlamentar tenha atuado para obstruir investigações envolvendo facções criminosas.

“Bacellar também refuta qualquer acusação de que vazou informações a potenciais alvos de operações, o que teria justificado a decretação de sua prisão preventiva. Nesta tarde, ele foi ouvido pela Polícia Federal e esclareceu tudo o que lhe foi perguntado”, esclareceu na nota.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, se posiciona sobre megaoperação no Rio de JaneiroReprodução: Instagram/@rodrigobacellaroficial Bruno Borragine em entrevista à imprensa na sede da PF no RioReprodução: Globo Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)Foto: Arquivo/O Globo Reprodução: Instagram/@rodrigobacellaroficial Polícia FederalReprodução: Polícia Federal

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Em conversa com a imprensa na porta da sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Borragine classificou a medida como “totalmente desproporcional”. Na versão apresentada pelos advogados, Bacellar não praticou qualquer ato ativo para burlar a Justiça, obstruir investigações ou destruir provas, argumento central para pedir a decretação da sua detenção.

Segundo o advogado, a prisão preventiva foi determinada sem que a defesa tivesse acesso à íntegra da decisão. Ele afirma que, ao analisar o que foi possível obter, ficou evidente que Bacellar não cometeu atos como vazamento ou destruição de provas, e que a prisão não se justifica. “Ele está bem, está confiante que amanhã a Assembleia não vai referendar a prisão”, disse Borragine à imprensa nesta última quarta-feira (3/12).

O pedido de prisão, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), faz parte da operação Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). As investigações apontam que Bacellar teria vazado informações sigilosas da investigação, a Operação Zargun, que levou à prisão do ex-deputado TH Joias. Entre os indícios, a PF cita mensagens de celular, interceptações e evidências de que Bacellar orientou TH Joias a remover objetos da residência para ocultar provas.

Neste momento, o destino de Bacellar depende do que decidir a própria Alerj. Conforme rito previsto, a casa legislativa deverá examinar a prisão e decidir se a referenda ou revoga. De acordo com a assessoria da instituição, o presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL/RJ), assinou na noite desta quinta-feira (4/12) a convocação extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para esta sexta-feira (5/12). A publicação sairá em edição extra do Diário Oficial. Além disso, o colegiado deve debater em relatório a operação da PF relacionada à Bacellar. “Na próxima segunda-feira, caberá ao plenário deliberar pela soltura ou manutenção da prisão”, pontuou, em nota.

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