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Laudo aponta depressão e ideação suicida de jovem que matou namorado

Por Metrópoles 30/12/2025 10:28
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A mulher de 21 anos que atropelou e matou o próprio namorado e uma amiga dele na madrugada de domingo (28/12), no Campo Limpo, zona sul de São Paulo, apresentou à polícia laudos médicos para tentar comprovar que sofre de depressão e passa por acompanhamento psiquiátrico. Os documentos indicam que a jovem chegou a solicitar auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

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Com seu Citroen C4 prata, Geovanna Proque da Silva perseguiu e bateu intencionalmente na moto em que as vítimas estavam na rua Professor Leitão da Cunha, por volta das 2h57. O namorado dela, Raphael Canuto Correa, de 21 anos, e a amiga dele, Joyce Correa da Silva, de 19, morreram no local.

De acordo com o boletim de ocorrência, momentos antes do crime Geovanna ameaçou Raphael, que participava de um churrasco em casa com amigos. A jovem ficou com ciúmes porque outras mulheres estavam no local. Em uma mensagem enviada pelo WhatsApp, por volta das 2h de domingo, ela escreveu: “Ou você resolve, ou eu resolvo”.

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Raphael Canuto Costa e Joyce Correa da Silva, perseguidos e mortos pela namorada dele na zona sul de SP

Reprodução/TV Globo2 de 4

Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, presa após matar o namorado e uma amiga dele

Reprodução3 de 4

Dupla é morta após ser perseguida e atropelada por mulher em SP

Reprodução/ Câmeras de segurança4 de 4

Geovanna Proque

Reprodução

No relatório da perícia realizada por Geovanna para tentar conseguir o benefício do governo, em 7 de novembro, o médico do trabalho Vinício Caio Baptista Rossi disse que a jovem apresentava “ideação suicida” e tomava medicamentos controlados.

“Paciente com histórico de depressão desde os 15 anos, iniciou crise em julho de 2025, com difícil controle e ideação suicida. Está em acompanhamento com psiquiatra e psicólogo”, escreveu. No documento, ele ainda indicou atestado de dois meses, de 23 de outubro a 21 de dezembro.

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Segundo os documentos apresentados, a Geovanna teria iniciado o tratamento em 12 de agosto na Associação Filantrópica Nova Esperança (Afne).

Em 23 de outubro, a médica Sandra Melo de Andrade escreveu: “Observa-se humor deprimido persistente, anedonia, cansaço físico e mental, dificuldades de concentração, hipersonia, isolamento social, baixa tolerância ao estresse, inapetência/anorexia, labilidade emocional”.

Presa por homicídio qualificado

A Polícia Civil confirmou que Geovanna Proque da Silva foi presa em flagrante. Após audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, considerando indício de dolo direto na ação.

O caso, registrado como homicídio doloso duplamente qualificado e lesão corporal, segue sob investigação do 37º Distrito Policial (Campo Limpo). Exames periciais e toxicológicos foram requisitados e estão em andamento.

A polícia também busca identificar possíveis envolvidos, testemunhas e novas imagens que possam esclarecer os fatos. Segundo o boletim, o crime não se tratou de um simples acidente, já que o ciúme de Geovanna e a impossibilidade de defesa das vítimas evidenciam o caráter premeditado da ação.

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