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Rio Acre recua mais de 4 metros em quatro dias após pico em Rio Branco

Por Marleide 25/12/2025 18:24
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O nível do Rio Acre apresentou uma queda acentuada em Rio Branco e marcou 7,06 metros na medição desta quinta-feira (25), segundo dados da Defesa Civil municipal. Em apenas quatro dias, o manancial recuou 4,01 metros após atingir 11,07 metros no último domingo (21).

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O pico registrado no dia 21 foi o maior desde o início de dezembro. Antes disso, o rio já havia ultrapassado a cota de atenção em duas ocasiões: no dia 9, quando alcançou 10,17 metros após um forte temporal, e novamente na sexta-feira (19), ao marcar 10,08 metros.

De acordo com o monitoramento, entre os dias 14 e 21 de dezembro, o volume acumulado de chuvas chegou a 122,6 milímetros. O total de precipitação registrado neste mês já superou a média histórica para dezembro em Rio Branco, que é de 268,4 milímetros.

As oscilações frequentes no nível do rio refletem diretamente esse excesso de chuva. Conforme a Defesa Civil, o comportamento do manancial segue sensível ao volume acumulado, com respostas rápidas tanto de elevação quanto de recuo.

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Segundo o coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão, a tendência é de continuidade das chuvas na capital acreana durante a segunda quinzena do mês, influenciada pelo fenômeno climático La Niña. “O fenômeno acaba trazendo um aumento significativo de chuvas inclusive ininterruptas, como as registradas nos últimos dias ”, explicou.

O histórico de medições ao longo de dezembro confirma a instabilidade. No domingo (14), o rio estava em 6,96 metros e caiu para 6,14 metros na terça-feira (16). A partir do dia 17, voltou a subir, chegando a 9,08 metros na quinta-feira (18).

Após o pico do dia 21, o nível entrou novamente em queda: marcou 10,81 metros na manhã de segunda-feira (22), encerrou o dia em 9,79 metros e continuou recuando até atingir 7,67 metros na quarta-feira (24).

Apesar da diminuição recente, a Defesa Civil reforça que o cenário ainda exige monitoramento constante. O primeiro trimestre do ano costuma concentrar as maiores cheias do Rio Acre, especialmente com o solo já saturado, o que pode provocar novas elevações rápidas em caso de chuvas intensas.

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