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Zero Grau: jovem que criou o “motojet” no Rio é alvo de operação

Por Metrópoles 08/12/2025 06:27
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A coluna apurou que Wandemberg da Silva Ribeiro, de 32 anos, conhecido como Lobão nas redes sociais, onde acumula mais de 100 mil seguidores, é um dos alvos da Operação Zero Grau deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), na manhã desta segunda-feira (8/12).

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O homem chegou a divulgar jovens fazendo manobras radicais no Instagram nesse fim de semana e anunciou um “novo projeto” do “motojet”, uma motocicleta Suzuki AN125 com estrutura de jet-ski.

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O influenciador ganhou visibilidade e passou a divulgar o “jogo do tigrinho” após ser visto pilotando o motojet sobre a Ponte Rio–Niterói.

O caso ocorreu em janeiro e chamou atenção pela audácia do condutor. Ele divulgou nas redes sociais vídeos em que atravessava a ponte de chinelos, sem equipamentos de segurança, pilotando o veículo adulterado.

A investigação aponta que Wandemberg não agiu sozinho, equipes seguiam o equipamento em um veículo de passeio, que teria deixado o jet-ski adaptado na descida do vão central.

Ele também teria circulado com o equipamento pela Linha Vermelha, Linha Amarela e até faixas do BRT, sempre registrando tudo em vídeo.

A PRF concluiu que não havia qualquer autorização do Detran para circulação daquele tipo de veículo, que representa risco severo para o trânsito.

Operação

A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) deflagrou, nesta segunda-feira (8/12), a Operação Zero Grau, uma ação voltada a influenciadores que transformaram manobras ilegais, “pegas” e exibições de risco extremo em conteúdo para redes sociais.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense. Durante as buscas, os policiais apreenderam diversos veículos de luxo e jet-ski.

A investigação começou depois que vídeos viralizaram mostrando motociclistas fazendo manobras de alto risco em vias movimentadas, como linhas expressas e corredores de tráfego intenso.

Em comum, os perfis mantinham um padrão, publicações sincronizadas, hashtags idênticas e aparições conjuntas, sempre com equipamentos adulterados, motos de alto valor e uma estética fabricada para atrair seguidores.

Segundo a DRCI, não se tratava apenas de exibicionismo. Havia uma rede organizada, com influenciadores que lucravam com publicidade, venda de produtos, monetização de vídeos e até eventos clandestinos.

Os investigadores identificaram crimes de atentado à segurança de meios de transporte, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo, incitação ao crime e associação criminosa.

Internet como palco do crime

A Polícia Civil afirma que os influenciadores atuavam como uma espécie de “hub digital” do crime de trânsito.

Alguns perfis eram usados para marcar encontros, divulgar rotas, exibir veículos adulterados e até anunciar eventos clandestinos.

Nesta fase, a polícia busca interromper a cadeia de publicações e apreender eletrônicos que permitam identificar outros envolvidos, inclusive donos de veículos e financiadores das gravações.

Além do material digital, já foram apreendidos motocicletas, quadriciclos e carros de luxo usados nas gravações.

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